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Ricardo Horta e a seleção: "Não posso apontar uma arma a um selecionador para me convocar"

Ricardo Horta, capitão do SC Braga
Ricardo Horta, capitão do SC BragaMIGUEL LEMOS / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Ricardo Horta, capitão do SC Braga, deu uma entrevista à Sport TV e revelou ter falado com Roberto Martínez, antigo selecionador de Portugal, antes do Euro-2024 e também do Mundial-2026. Leia as declarações abaixo.

Prestes a iniciar a 11.ª temporada no SC Braga, o avançado assumiu-se já como um bracarense e abordou também a atualidade do emblema arsenalista, que será novamente orientado pelo espanhol Carlos Vicens.

"São muitos anos nesta casa, de experiência, conhecimento do clube, com todos os valores que o clube tem. Não nasci aqui, não nasci bracarense e braguista, mas já me sinto um", disse.

"Penso muito no dia-a-dia. Quero sempre fazer melhor do que no dia anterior e isso acontece sempre nas épocas. Vejo os números da época, o que dei à equipa e na época seguinte tento fazer melhor. Tem corrido bem e tenho encarado sempre assim estes meus anos no SC Braga", acrescentou ainda o melhor marcador da história do clube.

Os números de Ricardo Horta na Liga Portugal
Os números de Ricardo Horta na Liga PortugalFlashscore

"Sinto que já estou na história do clube. É difícil um jogador manter-se tantos anos num clube e, felizmente, estou muito bem e confortável aqui. A minha família também. As minhas filhas nasceram em Braga. Estou a passar bons anos em Braga e espero continuar", reforçou Ricardo Horta.

Lesão na Liga Europa e derrota nas Taças

O internacional português recordou também a época passada, nomeadamente as derrotas na meia-final da Liga Europa, bem como os desaires na final da Taça da Liga e quartos de final da Taça de Portugal.

"Fiquei triste porque senti que havia uma oportunidade única de o SC Braga estar em mais uma final europeia, algo que nunca tinha disputado. Senti que depois da lesão na primeira mão não ia dar, apesar de ter feito muitos esforços, mas chegou-se à conclusão que era o melhor para mim e para a equipa. Não ia estar a 100 por cento. Tentei ajudar fora o máximo que pude, mas acho que ajudo mais dentro do que fora", lembrou o avançado, que falhou o jogo em Friburgo por lesão.

"Foram duas semanas difíceis, mas se tivesse de dizer a que mais me transtornou foi a de janeiro. Também por perder uma final com o rival, que é o Vitória SC, que teve o seu mérito e disse-o publicamente, mas também pelo que sucedeu a seguir, que foi a derrota com o Fafe, que não estava nos nossos planos. Tínhamos uma oportunidade muito boa de estarmos noutra final, mas acabámos por perder. Foi uma semana dura e tivemos de nos reinventar", assumiu.

As chamadas de Roberto Martínez

Já sobre a seleção, Ricardo Horta foi frio na análise, poucos dias depois da oficialização de Jorge Jesus como novo selecionador nacional.

"Acho que os jogadores selecionáveis são sempre aqueles que estão a ter bom rendimento nos clubes. É o que vou tentar fazer, ter o melhor rendimento no clube. As chamadas estão fora do meu controlo, não consigo apontar uma arma a um selecionador para me convocar. Não estou desligado, vou tentar fazer o meu melhor para ser chamado", começou por referir.

Ricardo Horta ainda esteve no estágio de Portugal pré-Mundial
Ricardo Horta ainda esteve no estágio de Portugal pré-MundialČTK / imago sportfotodienst / Maciej Rogowski

Já sobre o agora ex-selecionador português, o jogador do SC Braga mostrou "gratidão" e explicou a relação com o técnico espanhol.

"Ligou-me no Euro e no Mundial. Disse-me as suas razões e eu aceitei. O que lhe disse foi um 'obrigado' pelo telefonema outra vez e desejei a melhor sorte do mundo no Mundial. Recordo com gratidão. Aprendi algumas coisas e fico agradecido", declarou.