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Académico de Viseu: "Os jogos são todos perigosos, independentemente do adversário. Agora, com todo o mérito do seu treinador, da sua equipa e do seu trabalho, o Académico está a fazer um excelente início de época. É uma equipa madura, que se conhece muito bem, apesar de ter mudado de treinador. Tem ideias muito boas, que conheço há alguns anos. Não mudou muito, nesse sentido. É uma equipa motivada, que vem de quatro vitórias seguidas, independentemente do jogo da Taça. São jogos diferentes, em competições diferentes. Mudou praticamente os onze jogadores, e, na Taça acabam por acontecer muitas vezes essas surpresas. Não acredito que isso belisque a confiança que têm enquanto equipa, pelo que estão a construir, com todo o mérito. Isso deixa-nos em alerta, porque estão em quinto, com qualidade e mérito. Temos de olhar para eles nesse sentido, independentemente de ser uma equipa que acabou de subir à Liga. Tem a sua qualidade, e esperamos estar encontrados para o que vamos encontrar."

Zeno Debast e possíveis mudanças no onze: "Podem acontecer alterações, independentemente do Zeno (Debast). O Zeno não está para este jogo nem para o de terça-feira. É uma baixa para a nossa equipa. Dentro das nossas soluções, iremos apresentar o melhor onze e ser fortes, para voltar às vitórias, que é importante. Pode haver uma ou outra alteração."
O que falhou contra o LASK Linz: "São jogos diferentes, com histórias diferentes. A equipa percebeu rapidamente aquilo de que não foi capaz, o que podia ter feito de melhor forma, para conseguirmos outro resultado. Não fugimos disso, tínhamos obrigação de muito mais, independentemente da qualidade do adversário, que fez um belíssimo jogo, em Alvalade, e conseguiu essa vitória. Identificámos claramente o porquê das coisas, o que poderíamos ter feito de melhor, para que, no futuro, não volte a acontecer da mesma forma. O jogo com o Académico é totalmente diferente, leva-nos a ter comportamentos diferentes dentro da nossa ideia de jogo, e focámo-nos muito mais no que temos de fazer do que no que fizemos contra o LASK. Percebemos aquilo em que não fomos tão bons, e, contra o Académico, estamos dentro da estratégia, dos comportamentos individuais e coletivos."
Recuo de Altimira: "Já estou aqui há quase dois anos, e deviam conhecer-me. Não é olhar para o jogo, para o Altimira, para o Geny... Deviam perceber o que é a ideia do treinador e de que forma estratégica aborda alguns jogos, dentro do que é o adversário. Não fugimos à nossa ideia de jogo, independentemente do adversário. Tentamos adaptar-nos ao nível defensivo desde que o Rui Borges chegou ao Sporting. Com equipas que constroem a três, ajustamo-nos para bater a pressão mais homem a homem, principalmente, em casa, para irmos buscar referências. Defendemos a cinco, como sempre fizemos, a única diferença é que, noutros jogos, fizemos com o Geny, e, nestes três, optámos pelo Sergi. Não mudou nada a estratégia de jogo ofensiva do Sporting. Por que é que fica mais vazio? Eu gostava que tivessem essa capacidade de leitura da parte tática. Defendemos igual, ou não? Vocês viram o jogo... Têm de entender o porquê das coisas, e respondo com todo o gosto. Não tem a ver com isso, não muda nada. Sempre defendemos equipas que constroem a três em 5x2x3 ou em 5x4x1. Não muda nada, muda é o jogador, que, a defender, em vez de estar no meio, está atrás, mas temos dois médios na mesma. Noutros jogos, está o Geny atrás, mas são só dois médios, que o terceiro médio defende à direita. Com bola, o Sporting é exatamente igual a construir como em qualquer outro jogo. É uma não-questão, para mim. Tem a ver com a estratégia, não perdemos porque o Sergi (Altimira) encaixou a cinco. Diziam que o Sergi era espetacular, grande estratégia... Agora, perdemos e perguntam isso. É simples, basta olhar."

Perdas de vantagens: "Foram histórias diferentes. Não tenho problemas em falar. O único jogo em que claramente não estivemos à nossa altura foi na segunda parte do Vitória SC. Foi má, OK? Contra o Estrela da Amadora, sim, perdemos na fase final a energia. Contra o Arouca, o jogo foi completamente diferente depois de ficarmos com dez. Podia ter feito outras coisas, mas depois de abrir o melão é que vemos se é bom ou mau. Às vezes, tomo decisões, e umas são boas ou más. O futebol é bonito nisso. Tomei sempre as decisões que achava melhor. Se me perguntares, se calhar, mudava outras coisas, mas não tem a ver... São jogos com histórias totalmente diferentes. O Famalicão é o momento, o Estrela é momentos individuais... A única equipa que nos criou mesmo algum perigo foi o Vitória SC, na segunda parte, e o Arouca, porque estávamos com dez. A falta de energia são sensações que, às vezes, olho e digo 'A equipa não está ao mesmo patamar', porque são jovens. Eu sinto isso, enquanto treinador. Às vezes, não é por quererem, o corpo não responde da forma como queremos e desejamos. Às vezes, essa falta de maturidade, nesses momentos em que não temos tanta energia ou que perdemos mais passes... Falta mais maturidade para sermos mais espertos e conseguirmos quebrar isso. Agora, não é justificação. A culpa é sempre do mister. Podemos fazer coisas melhores e aprendemos todos os dias, porque vamo-nos conhecendo cada vez mais e melhor. O nosso propósito é sempre dar o nosso melhor, ganhar e tirar o máximo rendimento de todos."
Kaique ou Rui Silva na baliza: "É opção técnica, amanhã têm de ver quem joga."
Boletim clínico: "O Zeno (Debast) não está para estes dois jogos, e o Zalazar também não."
"Lido bem com a crítica"
Rui Borges é problema ou solução no Sporting? "Sempre solução. A crítica faz parte do meu trabalho, e existe desde o primeiro dia em que cheguei ao Sporting, já disse isso várias vezes. Lido bem com a crítica, entendo-a e compreendo-a. Desde que com respeito, tudo certo."
Mais golos sofridos em Alvalade do que fora: "Temos sofrido mais golos do que queremos. Obviamente, é algo que sabemos e tentamos melhorar. É conhecimento mútuo, e estamos sempre na procura de sermos melhores. Dentro das nossas caraterísticas, da falta de maturidade ou de falharmos mais, estamos mais vezes expostos a contra-ataques, porque queremos ter posse e andar sobre o adversário. Estamos mais expostos a esses momentos de transição, que é quando temos sofrido mais golos. Em momento de organização ofensiva dos adversários, não temos sofrido assim tantos. Temos de crescer, e tentamos. Às vezes, estas partes estratégicas vão ao encontro de tentarmos melhorar e reduzir esse aspeto de sofrer golos. Sabemos disso e estamos à procura de melhorar. Está claramente identificado, e tentamos cada vez ser melhores."
Falta de energia contra o LASK Linz: "Teria de tirar os onze... Isso não serve de justificação para aquilo de que não fomos capazes. Podíamos ter sido melhores. Tínhamos obrigação de ter feito mais, outro resultado, mesmo perante este adversário e a boa capacidade em organização defensiva. Agora, nalguns momentos em falhámos mais passes... O Sergi, se calhar, falhou mais passes do que o normal. Houve um acumular de coisas que fugiu do normal. Se tivéssemos tido a intensidade que tivemos contra o Lens e o Sporting de Braga, conseguíamos superar o erro do passe ou da tática. Não tivemos. Olhei para o coletivo e não senti a intensidade que tivemos no jogo contra o Lens, mas foi de forma coletiva, e não individual. Podia ter feito as substituições mais cedo ou mais tarde. Já vi grandes treinadores a fazerem uma substituição e a não ganharem. Já vi o Guardiola fazer isso. São opções, simples. Todos vocês fariam substituições diferentes, faz parte. Lido bem com a crítica, o futebol é bonito por causa disso. Toda a gente percebe de futebol e tem opinião. Gosto das perguntas, mas percebo o significado. Jogámos com os mesmos onze, não jogámos com menos um. Muda as caras, e nós comemos com os olhos, às vezes... Eu digo isso com os jogadores. Às vezes, o ludibriar os adversários tem muito a ver com isso, mudar as caras. Os jogadores estão na mesma posição, mas mudam as caras e eles estão focados na referência, que perdem."
Mudanças ofensivas com o novo sistema: "Para mim, o que faz mais sentido estrategicamente é isto. Ganhamos mais altura e intensidade em termos defensivos a defender a área e a baliza. Temos o Geny para acelerações, que é rápido, de um para um. A parte do médio mais cerebral... Depende dos momentos e da estratégia do jogo. São mais opções técnicas, sempre na leitura de ir buscar o melhor de cada um."

Ibrahima Ba: "É solução para amanhã. Tendo mais tempo de treino, é opção para amanhã, como para qualquer outro."
Flávio Gonçalves: "Ele não tem de melhorar nem perdeu nada. Teve muito a ver com a estratégia, em termos de caraterísticas dos jogadores, da exigência do jogo... Dentro da estratégia deste jogo, o Sergi baixava para cinco, o Geny ficava por fora. Neste caso, eram os dois médios que faziam a linha do 5x2x3, e o Flávio não tinha propriamente caraterísticas para aquilo que era a exigência, porque é um criativo, um 10 criativo, para dar aquele equilíbrio ou a intensidade nos duelos. Perdeu um bocadinho por causa da estratégia do jogo e não por causa daquilo que é o Flávio. Tem trabalhado no máximo, é o mesmo Flávio, acreditamos muito nele. Teve a ver com a estratégia destes três jogos mais do que o resto. Amanhã, o jogo é diferente."




