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Tiago Margarido comenta castigo de Ndoye e apela à "mística e ADN do Vitória"

Tiago Margarido, treinador do Vitória SC
Tiago Margarido, treinador do Vitória SCFERNANDO VELUDO/LUSA

O treinador Tiago Margarido defendeu este sábado que o Vitória SC tem de ser “mais cerebral e equilibrado” face ao jogo anterior, quando receber o Moreirense, no domingo, para a sétima jornada da Liga Portugal.

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Com apenas um triunfo em seis jornadas, a equipa vimaranense perdeu em Viseu, diante do Académico (2-1), no jogo da ronda anterior, em que a equipa tentou desenfreadamente vencer, após o 1-1, fazendo o jogo “partir-se”, situação que tenciona evitar no regresso a casa para o embate com o vizinho de Moreira de Cónegos.

“Fomos audazes e quisemos ir atrás do resultado. Infelizmente, não caiu para o nosso lado. Retiro um ponto positivo de tudo isso, que foi a vontade enorme dos jogadores em ganhar. Obviamente, temos que ser mais cerebrais, mais equilibrados, para não deixar o jogo partir dessa forma”, avisou.

O técnico quer, assim, fundir essa atenção ao equilíbrio em campo com a “mística e o ADN do Vitória” e com a vertente estratégica que tem em conta as características do Moreirense para garantir o regresso aos triunfos, uma necessidade sem qualquer relação com o facto de a paragem competitiva de três semanas se aproximar.

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“O Vitória não se identifica, nem o grupo de trabalho, com os últimos resultados. Obviamente que entramos em todos os jogos para ganhar, este não vai fugir à regra. Agora, nós não podemos estar reféns disso. Sabemos o caminho que traçámos, desde o presidente até aos técnicos de rouparia. Estamos frustrados, mas cientes de que a equipa joga bem. Temos que pontuar, mas não pela paragem”, afirmou.

Questionado sobre a eventual pressão que o Vitória pode sentir por parte do público do Estádio D. Afonso Henriques, face à série de resultados negativos, Tiago Margarido disse que a “principal preocupação é jogar contra o Moreirense e não jogar com as bancadas”, porque as bancadas estão “sempre do lado da equipa” e não contra ela.

“Nesse nível, nos jogos fora como em casa, estamos sempre a ganhar 1-0 (à partida). Há um ou outro jogo em que existiu contestação no fim, mas é completamente normal e justo. É normal haver essa frustração. Os adeptos do Vitória sabem que a equipa joga bem. Há uma união muito grande, apesar de eu sentir que, de fora, querem fragmentar essa união que existe. Essa desunião não existe”, salientou.

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Os três jogos de suspensão aplicados ao avançado Alioune Ndoye em Viseu, com cartão vermelho direto, após empurrar Mestanza, ao colocar-lhe a mão no peito, mereceram também o comentário do treinador, que considerou o caminho “excessivo”.

“Não me compete avaliar, mas, enquanto agente desportivo, acho excessivo o castigo, porque é preciso ver o momento em que aquilo aconteceu. Tínhamos acabado de sofrer um golo. (...) Estaremos aqui para ver daqui para a frente se o critério se vai manter em outras situações semelhantes. E se se mantiver, está tudo bem”, referiu.

O Vitória de Guimarães, 14.º classificado da Liga Portugal, com quatro pontos, recebe o Moreirense, 11.º, com sete, em partida da sétima ronda marcada para domingo, às 15:30, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, com arbitragem de Sérgio Guelho, da associação da Guarda.

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