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Dois jogos, duas derrotas, zero pontos. O saldo é negativo, mas há bons indicadores em Guimarães, apesar deste mau começo de campeonato.
Se a equipa mostrou argumentos para discutir o jogo com o Arouca e cresceu depois do intervalo em Alvalade, também deixou algumas pistas sobre jogadores que podem ganhar espaço no onze já esta jornada.

Strata voltou a dar provas
Depois de repetir o onze nas duas primeiras jornadas, Tiago Margarido deverá reservar mudanças para o reencontro com o Nacional da Madeira, a começar pela defesa.
Os centrais do Vitória SC tiveram dificuldades para lidar com a qualidade ofensiva do Sporting durante a primeira parte, mas a equipa subiu de rendimento após o intervalo. Uma das explicações esteve na entrada de Tony Strata, que deu maior profundidade ao corredor e acabou por participar diretamente no golo vitoriano.
O lateral romeno foi lançado ao intervalo e fez a primeira assistência da temporada, depois de recuperar a bola em zona subida e cruzar para a cabeça de Alioune Ndoye.
Depois de ter assumido a titularidade no Vitória SC a meio da época passada, Strata partia como candidato a iniciar a nova temporada com o mesmo estatuto. A chegada de Tiago Margarido alterou, porém, essa hierarquia, deixando o romeno fora das escolhas iniciais nas duas primeiras jornadas.

O rendimento apresentado em Alvalade pode agora voltar a colocar essa discussão em cima da mesa. Com mais presença no último terço e maior capacidade para dar largura e profundidade ao flanco, Strata mostrou características diferentes das de Maga e apresentou uma alternativa que pode ser particularmente útil perante adversários que obriguem o Vitória SC a assumir mais o jogo.
Dois Nogueiras em campo? Sim, é possível
Outro dos jogadores a aproveitar a segunda parte em Alvalade foi o médio Miguel Nogueira, que, curiosamente, também fez uma assistência frente ao Sporting.
O internacional sub-20 português entrou para o lugar de Oumar Camara e mostrou que, apesar de ser um extremo diferente, pode oferecer soluções ao ataque do Vitória SC. Menos dependente da velocidade para atacar os corredores, Miguel Nogueira procura mais frequentemente os espaços interiores e funciona como um elemento de ligação entre o meio-campo e o ataque, contribuindo para a subida de rendimento de Samu e do próprio Gonçalo Nogueira.

Em 2025/26, estreou-se na equipa principal, mas foi na equipa B que deu nas vistas, com nove golos em 15 jornadas que alimentaram o sonho de subida dos vitorianos à Liga 2.

A entrada em Alvalade e a assistência no segundo tempo reforçaram, por isso, uma aposta que já vinha a ser feita na época passada e que não foi mais consistente precisamente devido aos objetivos da equipa B na reta final da Liga 3.
Ventos de mudança em Guimarães
Apesar de ainda não ter somado qualquer ponto no campeonato, os bons indicadores nestas duas partidas não encorajam propriamente uma revolução em Guimarães, até porque o plantel ainda não está fechado.
Entre a exibição frente ao Arouca e a melhoria exibicional em Alvalade, Tiago Margarido encontrou alguns sinais positivos e o jogo com o Nacional surge como o momento certo para o treinador transformar esses bons indicadores em mudanças concretas na equipa. É que, apesar das exibições, os adeptos (e sobretudo os treinadores) vitorianos vivem de vitórias.

Num reencontro carregado de significado, Tiago Margarido procura agora aquilo que lhe falta em Guimarães e que conseguiu encontrar na Madeira: pontos que permitam não só cumprir como superar os objetivos. O teste de fogo começa agora.

