Mariana Cabral continua a ser a principal escolha do Atlético Madrid para assumir o comando técnico da equipa feminina na próxima temporada, tal como o Flashscore deu conta no mês passado. Segundo as últimas informações recolhidas, as negociações entre as partes estão bem encaminhadas, mas o processo encontrou nas últimas horas um obstáculo de natureza regulamentar.
Em causa está a licença UEFA Pro, exigida pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para o exercício das funções de treinadora principal na primeira divisão feminina espanhola. Mariana Cabral, que possui a licença UEFA A, garantiu recentemente vaga num curso UEFA Pro na Estónia, que terá início em breve.
O que está em causa?
A situação criou um impasse entre aquilo que é a interpretação dos regulamentos da UEFA e a norma interna da RFEF. Os regulamentos de licenciamento da UEFA para as competições femininas estabelecem que um treinador pode ser considerado detentor da licença exigida caso já tenha iniciado o curso correspondente. A simples inscrição não é suficiente, mas o início efetivo da formação permite preencher esse critério.
A RFEF, por outro lado, mantém uma interpretação mais restritiva no seu regulamento geral, exigindo a posse da licença UEFA Pro para que um treinador possa exercer como principal na primeira divisão feminina.
Na prática, Mariana Cabral está habilitada a seguir esse caminho ao abrigo do enquadramento UEFA assim que iniciar o curso, mas continua dependente da validação federativa espanhola para poder ser inscrita como treinadora principal do Atlético Madrid.
O caso é particularmente sensível porque a treinadora portuguesa já tinha enfrentado dificuldades para garantir acesso ao curso UEFA Pro. Depois de ultrapassado esse obstáculo, surgiu agora um novo bloqueio administrativo que pode condicionar a concretização de uma mudança que, neste momento, está muito próxima.
Mariana Cabral encontra-se atualmente nos Estados Unidos, onde é adjunta do Chicago Stars, da NWSL, naquela que é a segunda experiência em solo norte-americano depois de uma passagem marcante pelo Sporting.
Em suma, o Atlético Madrid, que procura abrir um novo ciclo na equipa feminina, identificou a portuguesa como prioridade para o cargo. O desfecho dependerá agora da forma como o clube espanhol e a RFEF interpretarem o enquadramento regulamentar nas próximas semanas.
