O clube de Londres atravessa uma fase preocupante, ocupando o sexto lugar na tabela após quatro derrotas consecutivas, e corre sério risco de falhar o apuramento para a Liga dos Campeões.
Assobios ouviram-se no apito final após a derrota por 0-1 no sábado, frente ao Manchester United, em Stamford Bridge, depois de alguns adeptos terem realizado um protesto nas ruas contra os proprietários BlueCo antes do início do jogo.
O antigo médio Di Matteo, que conduziu o Chelsea à conquista da Liga dos Campeões como treinador em 2012, afirmou que a "inconstância" é compreensível tendo em conta a juventude do plantel.
"Penso que o proprietário já o disse na semana passada. No fim de semana afirmou que provavelmente vão repensar um pouco a política de transferências", referiu Di Matteo durante a apresentação do "Hong Kong Football Festival", que contará em agosto com Manchester City, Chelsea, Inter de Milão e Juventus.
"Acho que é fundamental. Se quiseres ter mais regularidade, se pretendes lutar, talvez pela Premier League, precisas de encontrar um bom equilíbrio. É importante ter jogadores jovens, talentosos e de grande qualidade, mas também é necessário contar com alguma experiência dentro da equipa", acrescentou.
O italiano de 55 anos, que foi peça-chave do Chelsea entre 1996 e 2002, defendeu que se deve dar tempo ao pressionado Rosenior, uma vez que só assumiu o cargo em janeiro, sucedendo a Enzo Maresca.
"Assumes uma equipa que foi construída para outro treinador, com um sistema diferente", explicou.
"É sempre complicado conseguir deixar a tua marca na equipa a meio da época. Todos esperam que consigas resultados imediatos. Acredito que na próxima época poderemos ver a sua equipa a fazer alguns ajustes na forma de jogar ou a trazer jogadores para implementar o seu sistema", acrescentou Di Matteo.
O co-proprietário do Chelsea, Behdad Eghbali, afirmou na semana passada que o clube continua a apoiar Liam Rosenior e mantém-se otimista quanto ao sucesso a longo prazo sob o seu comando.
