Recorde as incidências do encontro
Ambas as equipas chegavam a este confronto vindas de derrotas na Premier League, o que dificilmente constituía a melhor preparação para um confronto crucial na luta de ambas pelas vagas de qualificação para a Liga dos Campeões. O Chelsea, no entanto, estava particularmente desesperado por somar pontos, tendo em conta que tinha vencido apenas um dos últimos sete jogos em casa,e foi a equipa mais perigosa ao longo de uma primeira parte cautelosa.

Estêvão esteve a centímetros de abrir o marcador quando rematou com efeito de fora da área, acertando no poste, naquela que acabou por ser a sua única contribuição real, uma vez que foi forçado a sair de campo devido a lesão pouco tempo depois.
Enzo Fernández rematou então ao lado por pouco de dentro da área, numa altura em que o Chelsea, com Pedro Neto no onze, parecia estar a ganhar ritmo, mas foram os Red Devils que marcaram com o seu único remate à baliza da primeira parte, com Matheus Cunha a finalizar após um passe de Bruno Fernandes a partir do flanco direito.
Após o intervalo, cabia ao Chelsea levar a iniciativa do jogo para manter viva a esperança de se manter entre os quatro primeiros. E foi isso que os blues fizeram, acertando duas vezes na barra após jogadas na área. Primeiro, Delap cabeceou contra a trave, antes de Noussair Mazaraoui, inadvertidamente, fazer o mesmo.
Cole Palmer também rematou ao lado, mas o aparente inevitável golo do Chelsea nunca chegou. Embora Moisés Caicedo tenha estado agonizantemente perto de acertar no canto inferior no final, os Red Devils acabaram por parecer confortáveis ao defenderem a sua vantagem mínima.
O resultado apenas aumenta a pressão sobre Liam Rosenior, que poderá agora ter de voltar a sua atenção para a qualificação para outra competição europeia, em vez da Liga dos Campeões, dado que as equipas atrás deles estão a fazer fila para desafiá-los. O Manchester United, por sua vez, abriu agora uma vantagem de 10 pontos sobre o Chelsea na tabela, graças à sua segunda dupla vitória de sempre sobre os blues na Premier League, com o treinador interino Michael Carrick a ganhar mais crédito pelo trabalho que tem feito desde que substituiu Ruben Amorim a meio da época.

