Tottenham 2-3 Aston Villa
Após um início de campanha na Premier League sem vitórias e sem golos, o descontentamento crescia no Tottenham, pelo que era imperativo um arranque forte nesta partida.

A equipa ficou a perguntar-se o que teria de fazer para quebrar o enguiço logo aos 10 minutos, quando Savinho surgiu solto ao segundo poste e obrigou Zion Suzuki a uma impressionante defesa dupla. O guarda-redes do Villa foi um homem ocupado nos momentos iniciais, negando o golo ao suplente Archie Gray, lançado ainda na primeira parte perante a lesão de Porro, com os pés, instantes antes de ter de estar atento novamente para desviar um remate de Savinho à entrada da área.

Apesar de toda a pressão inicial dos Spurs, a equipa quase passou pela vergonha de sofrer o primeiro golo, já que, após perderem a bola na própria área, Emiliano Buendía esteve muito perto de colocar os visitantes em vantagem, valendo a intervenção de Antonín Kinský para desviar o seu remate forte.
Nicolas Jackson disparou novo aviso pouco depois, ao atirar ligeiramente ao lado, mas o Tottenham respondeu na mesma moeda, com um míssil de Sandro Tonali a passar a centímetros da baliza. Os piores receios dos visitados concretizaram-se mesmo em cima do intervalo, quando o remate desenquadrado de Boubacar Kamara foi desviado para o fundo das redes por Johan Manzambi.
A entrada de Mohamed Kudus ao intervalo foi um sinal claro de que De Zerbi estava descontente com o que tinha visto na primeira parte, mas a alteração não provocou necessariamente a reação que esperava. Os Spurs precisaram que Kinský os salvasse logo aos 10 minutos do reatamento, ao negar o golo a Jackson num duelo direto, enquanto a frustração começava a acumular-se no norte de Londres. A pressão pareceu aliviar à passagem da hora de jogo, quando o Tottenham pensou ter finalmente marcado, mas o esforço de Kudus, suplente utilizado, foi anulado por fora de jogo de Andy Robertson na construção da jogada.

A miséria da equipa agravou-se pouco mais de cinco minutos depois, quando o Villa aumentou a vantagem contra a corrente do jogo. Foi Jackson quem bisou frente a um dos seus adversários preferidos, forçando o remate para o canto inferior da baliza, apesar de Kinský ainda ter chegado a tocar na bola.
As coisas pioraram ainda mais a 11 minutos do fim, graças a um foguete de 25 metros de Buendía, que entrou no ângulo superior, um golo que foi recebido com uma debandada em massa e um coro de assobios.
Marcar o primeiro golo da época foi um pequeno consolo para os Spurs, que conseguiram faturar duas vezes na reta final, primeiro quando o remate de Conor Gallagher foi desviado por Matty Cash, e depois por Jan Paul van Hecke, que marcou de cabeça no último lance do encontro. Contudo, tal certamente não bastará para apaziguar os adeptos dos Spurs, que esperam que De Zerbi consiga resolver os problemas da equipa durante a pausa internacional de três semanas.
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