Andy Burnham, que foi mayor da Grande Manchester entre 2017 e junho de 2026, foi criticado por ter manifestado inicialmente o seu apoio aos proprietários emiratis do Manchester City, afirmando que ficaria "realmente preocupado" caso estes decidissem vender o clube.
O clube é propriedade do Abu Dhabi United Group (ADUG), controlado pelo xeique Mansour bin Zayed al-Nahyan, membro da família real dos Emirados Árabes Unidos.
Downing Street teve posteriormente de recuar, insistindo em que ninguém estava "acima das regras", mas a oposição exigiu entretanto esclarecimentos sobre a relação de Burnham com o clube, que canalizou um investimento significativo para Manchester através de parcerias com as autoridades locais.
Numa entrevista para o podcast The Rest is Politics, que será transmitida esta segunda-feira, Burnham afirmou que iria "tornar claramente público tudo o que fiz ao trabalhar com eles nas minhas funções anteriores como mayor da Grande Manchester".
Disse que teve apenas "uma reunião significativa", em 2021.
Burnham acrescentou que as "questões relacionadas com o futebol são diferentes das questões relacionadas com o investimento".
"As pessoas vão tentar misturar essas duas coisas, mas, na minha opinião, não devem fazê-lo", afirmou.
Os campeões ingleses por dez vezes, que negam qualquer irregularidade, enfrentam um futuro incerto depois de terem sido considerados culpados de mais de 100 violações.
O clube apoiado por Abu Dhabi terá organizado negócios "fictícios" para inflacionar artificialmente as receitas e reduzir os custos em mais de 900 milhões de libras entre 2009 e 2018.
Downing Street afirmou anteriormente que o "processo independente em curso" relativo ao clube deve "seguir o seu curso e o resultado ser respeitado".
O Manchester City recorreu da decisão contundente que considerou o clube culpado de todas as acusações relacionadas com violações graves das regras financeiras da Premier League.
O escândalo Manchester City
O Manchester City foi considerado culpado, a 29 de setembro, de todas acusações de incumprimento dos regulamentos financeiros da liga inglesa e da UEFA, durante o período de nove anos, entre 2009 e 2018, de acordo com a decisão da comissão independente responsável pelo caso.
E agora, o que pode acontecer na Premier League? E que recordes de deduções de pontos pode o City bater em Inglaterra? Caso sejam retirados os pontos, quem será campeão?
