Recorde aqui as incidências do encontro
Primeira vitória oficial no banco do Milan para Ruben Amorim, que sai do Olimpico Grande Torino com três pontos e várias indicações sobre o que precisa de ser trabalhado. O técnico português sublinhou sobretudo a diferença entre os primeiros 75 minutos e o final do encontro.
"Assistimos a um jogo durante 75 minutos e a outro no final. Jogámos bem, mas depois, no fim, estávamos cansados e tivemos dificuldades. Talvez eu próprio deva gerir melhor as substituições: queríamos vencer e fiz várias alterações antes dos 70 minutos. Podemos fazer muito melhor, mas fizemos um bom jogo. Tivemos dificuldades do ponto de vista físico. Para jogar assim e pressionar tão alto, teríamos precisado de mais jogos na pré-época, mas no próximo ano vamos corrigir isso. Temos muitos jogadores, como o Rabiot, que praticamente estão a fazer a pré-época agora. Temos muito para melhorar ao longo da semana", indicou.

Amorim destaca Cissè
Entre os protagonistas da noite está Alphadjo Cissè, autor do golo que desbloqueou o jogo. Amorim já tinha elogiado o jogador na véspera e, após o triunfo em Turim, explicou o que mais o impressionou no jovem rossonero: "Gosto dos meus jogadores da mesma forma. No caso do Cissè, reparei em alguns detalhes em Milanello: a atenção que ele coloca mesmo quando não está a treinar a posição, é muito inteligente, está a perder peso e isso é importante, visto que esteve parado alguns meses".
O português acrescentou ainda: "E está tão orgulhoso por estar aqui, fico muito feliz por ele e não apenas pelo golo. Já na primeira parte parecia o jogador mais experiente da equipa".
Uma ideia reforçada também na DAZN: "Não foi só o golo, mas a qualidade que mostrou durante o jogo. Penso que, na primeira parte, foi o nosso jogador mais 'experiente' pela forma como jogou na frente".

Pressão alta e quebra no final
Amorim abordou também a organização defensiva que está a tentar implementar no novo Milan. O plano inicial era evitar um jogo demasiado aberto.
"Estamos a tentar defender um pouco mais alto, por vezes perdemos o homem na área e teremos de estar mais atentos dentro da área. No final estávamos um pouco cansados e temos de melhorar muitos aspetos para nos tornarmos uma grande equipa. Na primeira parte, o nosso objetivo era controlar o jogo, não deixar que se tornasse um jogo de transições. Falámos disso no balneário, é importante se queremos vencer. Os jogadores perceberam: precisamos de ganhar. Não se trata de esperar ou especular", explicou.
A celebração e a ligação ao Milan
Particularmente significativa foi também a celebração de Amorim após os golos dos rossoneri. O português não escondeu o quanto está a viver esta nova experiência também como adepto.
"Viu-se uma forma de jogar mais próxima daquela a que estamos habituados. Mas precisamos de tempo para habituar a equipa a jogar de várias formas. A celebração foi a de um adepto habituado a festejar os golos do Milan e que agora é o treinador. Senti a pressão com a minha equipa técnica. E mesmo tendo estado mais recuados no final, vi uma equipa. Apesar do cansaço, fomos uma equipa", apontou.

Para Amorim, no entanto, o triunfo em Turim representa apenas o primeiro passo: "A primeira coisa é sempre vencer. Falámos sobre formas de jogar, mas no futebol só há um objetivo: ganhar. Obviamente não é suficiente para mim, não é suficiente para o Milan, mas hoje mostrámos algumas coisas em que estamos a trabalhar nos treinos e que já fizemos em jogos amigáveis".
O técnico concluiu já a apontar as próximas áreas de trabalho: "Agora estamos a fazê-lo com o stress de um jogo oficial, e isso é muito positivo. A partir de amanhã voltamos a trabalhar em tudo: em como devemos jogar perto da área adversária e como devemos defender na nossa área. Em como sofrer com a bola. Vamos trabalhar em tudo a partir de amanhã, mas felizes porque vencemos".
