Botafogo 1-2 Remo

O central Ferraresi abriu o marcador para o Botafogo aos 13 minutos, anotando o primeiro golo com a camisola alvinegra. O venezuelano não balançava as redes há quase dois anos - desde o dia 5 de maio de 2024, quando marcou no triunfo do São Paulo, seu antigo clube, sobre o Vitória por 3-1, no Barradão.
Apesar do domínio no primeiro tempo, o Glorioso cedeu oportunidades ao Remo na etapa final e acabou castigado. Aos 70 minutos, Alef Manga concluiu com precisão dentro da área e empatou o confronto.
O Botafogo procurou retomar a vantagem com as entradas de Júnior Santos e Joaquín Correa, mas a equipa não teve eficácia ofensiva para alterar o marcador. Já nos acréscimos, o conjunto paraense confirmou o crescimento na etapa final e conseguiu uma reviravolta heroica: Jajá, aos 90+3 minutos, aproveitou o ressalto de Neto e atirou para as redes, selando o triunfo do Remo.
A vitória deste sábado carrega um peso histórico que transcende os três pontos: o Remo não vencia um dos quatro grandes clubes cariocas no Rio de Janeiro, pela elite do Brasileirão, há exatos 48 anos. O último triunfo azulino em solo carioca pela Série A havia ocorrido em julho de 1978, quando o Leão derrotou o Flamengo por 2-1, em pleno Maracanã.
Ao derrubar esse tabu quase cinquentenário no Nilton Santos, a equipa paraense não apenas respira na luta contra a despromoção, mas também resgata um capítulo de glória de sua trajetória nacional.

Com o resultado, o Botafogo voltou a perder após nove jogos e desperdiçou pontos valiosos na tentativa de se aproximar dos seis primeiros. O Glorioso caiu para a nona posição, ficando nos 17 pontos, e deixou o campo sob fortes assobios - o reflexo do desapontamento dos adeptos.
Já o Remo deixou a vice-lanterna do Brasileirão e saltou para o 18.º lugar, com 11 pontos, reduzindo para três a distância para o Internacional, primeiro conjunto a salvo. A equipa paraense encerrou um jejum de cinco partidas sem vencer e celebrou seu primeiro triunfo fora de Belém nesta edição do torneio nacional.

