A perder por 2-6 após a sessão inaugural, Allen produziu uma resposta soberba. Um primeiro frame combativo deu o mote, com ambos os jogadores a desperdiçarem oportunidades antes de Allen capitalizar uma falta para reduzir a desvantagem. Seguiu-se uma batalha tensa de uma hora, que exigiu a procura de snookers, antes de o norte-irlandês acelerar o ritmo no frame seguinte.
Allen inicia a reviravolta
No seu melhor nível, Allen assinou uma limpeza total de 145 pontos — o break mais alto do torneio deste ano até ao momento. Com a compostura de Wu a vacilar, o jogador de Antrim pressionou a vantagem, empatando a 6-6 e passando para a frente pela primeira vez com uma limpeza clínica de 121 pontos.
O que ameaçava tornar-se uma reviravolta de sentido único, no entanto, deu uma volta surreal no frame seguinte.
Frame recorde trava o ímpeto
Uma bola preta falhada, que ficou posicionada de forma complicada sobre o buraco de canto, transformou a mesa num impasse tático, com ambos os jogadores relutantes em mexer num aglomerado de vermelhas junto ao buraco bloqueado. O que se seguiu foi um período de jogo extraordinário, com trocas de jogo de segurança (safety) a arrastarem-se, levando o árbitro a avisar para a possibilidade de um re-rack (reinício do frame).
Allen, que liderava mas não conseguia progredir, tomou a decisão invulgar de embolsar a preta deliberadamente na tentativa de forçar o movimento das restantes bolas. A estratégia saiu furada: Wu conseguiu reunir oportunidades de pontuação suficientes para recuperar o controlo e, após uma prolongada batalha tática, garantiu o frame na bola cor-de-rosa após 100 minutos — o mais longo da história do Crucible, superando a marca anterior estabelecida em 2022.
O desfecho insólito travou o ímpeto de Allen, mas não o parou por completo. Após uma sessão de extremos - desde centuries fluídos até impasses quase totais - o encontro está perfeitamente equilibrado com 7-7 no marcador.
