O primeiro desafio será esta terça-feira, contra o Athletico-PR, às 00:00, no Nilton Santos. Na sequência, o Glorioso visita o Flamengo, no Maracanã, no dia 30 de agosto. Por fim, recebe o Palmeiras, líder do campeonato, no Nilton Santos, a 6 de setembro. A sequência coloca o Botafogo diante de três dos adversários mais fortes do campeonato, justamente no momento em que a equipa mais precisa de uma resposta.
Atualmente, o Botafogo ocupa a 11.ª posição, com 30 pontos, após perder por 1-0 com o Vitória, no Barradão, na 23.ª jornada. O revés agravou a crise que já tomava conta do clube e aumentou a pressão sobre um plantel abalado pela goleada sofrida no Peru. Diante deste cenário, a direção decidiu-se pela demissão do português Franclim Carvalho.

A eliminação diante do Cienciano foi especialmente traumática. O Botafogo perdeu por 6-1 no jogo da primeira mão, em Cusco, pela maior diferença de golos sofrida pelo clube numa competição continental. Na segunda mão, no Nilton Santos, venceu por apenas 1-0 e acabou eliminado nos oitavos de final. O resultado encerrou a participação alvinegra no torneio e deixou o Brasileirão como único caminho para o resto da temporada.

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Última competição e pressão redobrada
O cenário desportivo mistura-se com um momento turbulento na estrutura do clube. O Botafogo passa por uma fase de transição, com a mudança de controlo e a necessidade de reorganização administrativa e financeira. A vitória sobre o Cienciano foi acompanhada de perto por Gabriel de Alba, novo investidor do clube.
Rodrigo Bellão, adjunto e treinador dos sub-20, assumiu interinamente o comando técnico. É a segunda vez na temporada que o Botafogo recorre a uma solução interna para ocupar o cargo de treinador.
Bellão terá a missão de conduzir uma equipa que precisa de recuperar a confiança, justamente diante de uma sequência que não permite muitos erros.

Arthur Cabral vive jejum e entra na mira dos adeptos
Dentro do plantel, alguns jogadores também passaram a conviver com uma cobrança ainda maior. Um dos principais casos é o de Arthur Cabral.
O avançado ex-Benfica começou a temporada em alta e chegou a marcar três golos na vitória por 3-1 sobre o Corinthians, no Nilton Santos, na 16.ª jornada do Brasileirão. A exibição fez o atacante chegar aos nove gols no ano e duas assistências.
Desde então, porém, Arthur Cabral não voltou a marcar. O avançado acumula nove partidas de jejum e foi expulso na derrota com o Vitória, no Barradão, ficando suspenso para o confronto com o Athletico-PR.

Na eliminação para o Cienciano, o camisola 9 foi um dos jogadores mais cobrados pelos adeptos. Arthur Cabral teve oportunidades para marcar, mas desperdiçou ocasiões claras e deixou o campo sob vaias. A pressão aumenta justamente num momento em que o Botafogo precisa de encontrar soluções ofensivas para reagir no campeonato.

Danilo Santos também convive com cobrança
Outro jogador que passou a ser alvo dos adeptos é Danilo Santos. O médio teve participação importante na campanha do Botafogo ao longo da temporada, mas também atravessa um período sem balançar as redes.
O último golo aconteceu na vitória por 2-1 sobre o Racing, na Taça Sul-Americana. Desde então, o jogador passou a conviver com uma cobrança maior, principalmente pelas expectativas criadas em torno do seu desempenho pós-Mundial.

Na derrota com o Cienciano, Danilo chegou a marcar no jogo da segunda mão, mas o golo foi anulado por toque com a mão. Na partida, entretanto, voltou a ser questionado pelos adeptos e admitiu posteriormente que não atravessa o seu melhor momento.
Depois de perder a Sul-Americana e ficar sem outra competição para dividir atenções, o Botafogo não tem mais para onde correr. O Brasileirão virou uma obrigação. E a resposta terá de começar justamente contra os três primeiros classificados.
