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Quando deixou o Fluminense, em julho de 2025, Arias fez questão de afirmar que jogar na Europa era um sonho antigo e que a transferência para o Wolverhampton também era positiva para o clube.
Mas, na mesma entrevista, deixou uma frase que ganharia outro peso, meses depois: “Algum dia vou voltar ao Fluminense, e no dia que eu voltar ao Brasil volto para cá”.

Quebra de promessa
O colombiano passou apenas seis meses em Inglaterra e, quando decidiu regressar ao futebol brasileiro, o Fluminense apareceu novamente no caminho. O clube tinha preferência para uma eventual compra, mas não chegou aos 25 milhões de euros oferecidos pelo Palmeiras.
Arias, então, trocou o verde, branco e grená pelo alviverde da Barra Funda.
A escolha atingiu justamente o ponto mais sensível da relação com os adeptos. Arias havia sido um dos grandes símbolos do Fluminense nos últimos anos, protagonista das conquistas estaduais e da Libertadores de 2023.

Ao regressar ao Brasil para defender outro clube, porém, a promessa feita na despedida passou a ser lembrada como uma dívida com os adeptos.
O próprio Arias precisou de explicar a decisão. “O futebol é muito dinâmico. O Palmeiras foi o clube que me abriu essa possibilidade dentro da minha realidade”, afirmou.
O colombiano também revelou ter recusado uma proposta do Flamengo por respeito ao Fluminense, mas isso não foi suficiente para impedir a reação negativa dos tricolores.

Reencontro em fevereiro
O primeiro reencontro ocorreu em fevereiro, na Arena Barueri. Apenas 18 dias depois de ser anunciado pelo Palmeiras, Arias entrou na segunda parte contra o antigo clube e foi recebido com hostilidade pelos adeptos do Fluminense no estádio — o primeiro sinal de que a relação construída durante quatro anos havia mudado.
Agora, o reencontro ganha uma dimensão maior. Este sábado, Arias enfrenta o Fluminense pela primeira vez no Maracanã. Se em Barueri o colombiano já sentiu a mudança no tratamento, no estádio onde construiu boa parte de sua história a receção promete ser ainda mais hostil.
Números de Arias
Arias deixou o Fluminense depois de 230 jogos, 47 golos e 54 assistências. Foram 101 participações em golos, 494 passes decisivos e nota média no Flashscore de 7,3.
Mais do que números, foi um período em que o colombiano ajudou a colocar o seu nome entre os jogadores mais importantes da geração que conquistou o título inédito da Libertadores.
No Palmeiras, a história ainda está a ser construída. São 32 jogos, 25 deles como titular, oito golos e quatro assistências.

Arias soma ainda 60 finalizações (25 no alvo), 40 dribles completos, seis grandes ocasiões criadas e 88,4% de acerto nos passes. Depois do Mundial-2026, foram sete partidas, com dois golos e duas assistências.
Por isso, o duelo deste sábado terá uma personagem inevitável antes mesmo de a bola rolar. Arias reencontrará o clube que o transformou em ídolo, os adeptos que ajudaram a construir essa história e o estádio onde viveu alguns dos seus maiores momentos.
Só que, desta vez, estará do outro lado — e terá o tratamento de uma verdadeira persona non grata.

