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Nas últimas 15 partidas, somou 9 derrotas, 4 empates e apenas 2 vitórias. Os dois triunfos surgiram na condição de visitado, mas um deles teve como palco o Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, devido à realização de concertos no MorumBis: vitória por 1-0 sobre o Mirassol, em abril.
Sob qualquer perspetiva, a situação do São Paulo exige cuidados redobrados para um clube que se orgulha de nunca ter descido à Série B. Fora dos relvados, o clube atravessa um ano conturbado e tem no horizonte mais um ato eleitoral para a presidência, agendado para dezembro.

Nas cinco partidas em que Dorival Júnior orientou a equipa na Série A, no início desta sua terceira passagem, o treinador ainda não conseguiu somar qualquer vitória.
A este cenário junta-se a eliminação da Taça do Brasil diante do Juventude. Apesar de seguir em prova na Taça Sul-Americana - com a segunda mão frente ao Bolívar marcada para terça-feira -, o São Paulo tenta evitar a descida aos lugares de despromoção, numa altura em que a segunda volta já está em andamento.

A meta de Dorival
A prioridade do técnico são-paulino, que sucedeu a Roger Machado em maio, passa por estancar a facilidade com que a equipa concede golos, sobretudo quando se encontra em vantagem no marcador. Dos oito jogos com o atual treinador no banco, o São Paulo não conseguiu segurar o resultado.
À exceção do triunfo por 2-0 frente ao Boston River na Sul-Americana (a única vitória no MorumBis) e do empate a uma bola no Maracanã diante do Flamengo, onde teve de recuperar de uma desvantagem, o São Paulo frustrou os adeptos em todos os outros encontros.
Na lista de deslizes somam-se os empates 1-1 concedidos em casa perante Millonarios e Botafogo, para além de duas reviravoltas sofridas (2-1) frente ao Athletico-PR (em Bragança) e ao Grémio (em Porto Alegre). Destaque ainda para o golo sofrido nos descontos na derrota por 1-0 frente ao Remo, em Belém.

Para além dos problemas internos, o São Paulo terá pela frente um adversário com um perfil de jogo muito talhado para atuar fora de portas. O Coritiba é mesmo a terceira melhor equipa do campeonato nessa condição, apenas atrás de Palmeiras e Flamengo.
A formação do Paraná soma 15 pontos em 11 jogos longe do seu estádio, com 14 golos marcados e 16 sofridos. O ponto de contacto entre os dois conjuntos surge na forma recente: a tabela da Série A centrada apenas nos últimos cinco jogos mostra o Coritiba no 15.º posto (quatro pontos) e o São Paulo em zona de descida nesse parcial, com apenas dois pontos somados.
