Recorde as incidências da partida
Mais do que uma boa fase, os números mostram o tamanho da evolução dentro do próprio ano de 2026. O momento de viragem começou a ganhar força sob o comando de Marcão.
Depois de um início contestado, marcado por vaias no Maracanã e mais de dois meses sem jogar entre a sua chegada e a estreia, Hulk parece ter recuperado a confiança física e mental. Nos oito jogos com o novo treinador, são seis golos e três assistências.

O crescimento em números
A comparação com o período no Atlético-MG em 2026 deixa essa evolução ainda mais clara. Em golos por 90 minutos, Hulk passou de 0,29 para 0,64. Em assistências, de 0,18 para 0,37. Ou seja, mais do que dobrou a participação direta nos dois capítulos.
O crescimento não está apenas no resultado final, mas também no volume produzido. O avançado chegou a ficar mais de cinco meses sem balançar as redes.
Depois dos três golos marcados contra o Itabirito, a 14 de fevereiro, os últimos pelo Atlético-MG, Hulk só voltou a marcar a 27 de julho, já pelo Fluminense, contra o Grêmio. O período ajuda a dimensionar o momento de dificuldade que antecedeu a retoma vivida no Tricolor.

Hulk também passou a finalizar mais e com maior precisão: são 3,84 finalizações e 1,74 no alvo por 90 minutos no Fluminense, contra 3,17 e 0,88 no Atlético-MG. Os dribles completos subiram de 0,76 para 1,19, enquanto as grandes chances criadas passaram de 0,35 para 0,64.
O dado que melhor dimensiona a transformação, porém, está no tempo necessário para marcar. No Atlético-MG, Hulk precisava de 306,2 minutos para fazer um golo. No Fluminense, precisa de apenas 140,7. Uma redução de mais de 54%. É praticamente metade do tempo para encontrar as redes.
A liderar o Fluminense
E a evolução de Hulk não acontece apenas quando comparada com o seu período no Atlético-MG. Desde a sua estreia pelo Fluminense, o camisola 7 lidera o plantel em participações em golos, finalizações no alvo, grandes ocasiões criadas e cruzamentos certos.
Ou seja, além de recuperar os seus próprios números, Hulk rapidamente tornou-se o jogador mais produtivo da equipa em diferentes aspetos do jogo ofensivo. Parte dessa viragem passa pelo ajuste de Marcão.

Como Hulk não tem no pivô e no jogo de costas as suas principais características, o treinador aumentou a sua mobilidade, alternando ataques aos espaços e movimentos por dentro. Com mais equilíbrio coletivo nas transições, o avançado ganhou liberdade para jogar mais solto.
E o resultado é um Hulk novamente decisivo, cada vez mais próximo daquele jogador que o adepto habitou-se a ver no auge.
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