Com um tom de voz exaltado, o mandatário afirmou que a instituição não possui recursos para arcar com novas cláusulas de rescisão, revelando que o clube ainda paga dívidas de treinadores que passaram pelo Morumbi em anos anteriores, como Dorival Júnior, Luis Zubeldía e Hernán Crespo.
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"Não temos dinheiro. Será que vocês não entendem isso?", questionou Massis, reforçando que o São Paulo foi entregue à sua gestão saqueado.
As palavras do presidente também serviu para ajustar as expectativas dos adeptos para a continuidade da temporada de 2026. Massis foi enfático ao dizer que nunca prometeu conquistas imediatas e que a realidade do clube, neste momento, é lutar por uma vaga na parte de cima da tabela.
Harry Massis Jr. projetou que terminar o campeonato brasileiro no sexto seria um resultado "ótimo" para garantir o regresso à Libertadores. E, apesar do pessimismo financeiro, garantiu que o clube não corre risco de despromoção, mantendo a estabilidade que se viu em anos passados.

A manutenção de Roger Machado parece ser, neste momento, mais uma decisão administrativa do que puramente técnica. Harry Massis Jr. deixou claro que não pretende pagar mais nenhuma cláusula e que o treinador seguirá no cargo por falta de alternativas financeiras para uma troca.
A declaração expõe a fragilidade política e económica do São Paulo, que tenta se equilibrar entre o pagamento de contas do passado e a tentativa de se manter competitivo no cenário nacional.
"Vamos ter calma. Não vamos ser campeões e não vamos ser despromovidos", finalizou o mandatário no áudio.
