De Laurentiis vota em Malagò para a federação italiana: "Abete não é a pessoa certa"

Aurelio De Laurentiis, presidente do Nápoles
Aurelio De Laurentiis, presidente do NápolesJOSE BRETON / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP Photo by JOSE BRETON / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

"Também já estamos cansados de ser guiados por pessoas que usam os cargos institucionais para obter prestígio próprio. Ninguém melhor do que um empresário que faz empresa e que não procura popularidade pode corrigir o que não funciona", explicou Aurelio De Laurentiis, presidente do Nápoles.

"Estava a preparar-me para partir para Los Angeles, já estava no avião. Liguei ao Malagò e disse-lhe: 'Olha, tens de assumir o controlo do futebol italiano porque não há ninguém melhor do que tu. És um empresário, estiveste no Coni, criaste o clube mais importante da Europa, vendeste Ferrari, Rolls Royce, Maserati para todo o mundo. O teu único defeito é seres apaixonado pela Roma, mas paciência, também aguentaremos isso'", explicou o presidente do Nápoles, Aurelio De Laurentiis, à entrada da sede da Liga Serie A para a assembleia de clubes desta segunda-feira, em Milão. 

"Também já estamos cansados de ser guiados por pessoas que usam os cargos institucionais para obter prestígio próprio. Isto não pode ser, porque na vida digo sempre que o mais importante é trabalhar, mas para se poder trabalhar é preciso saber. Por isso, ninguém melhor do que um empresário que faz empresa e que não procura popularidade pode corrigir o que não funciona. Portanto, o senhor Malagò, do meu ponto de vista, é bem-vindo", acrescentou.

"Abete não é a pessoa certa para este cargo"

"Diz-se que há batalhas entre Abete e Malagò. O Abete é um grande amigo, é um senhor que respeito, o irmão dele é sócio numa das minhas empresas. Mas não é a pessoa certa para este trabalho, na minha opinião. Depois, talvez ele fique magoado com estas minhas palavras, mas estamos habituados, na vida, a expressar a nossa opinião em democracia", afirmou o presidente do Nápoles, Aurelio De Laurentiis.

"Mas agora vamos esperar pelo Malagò, às três teremos as ideias mais claras. Ele também nos vai explicar as suas ideias, esperamos que coincidam com as nossas, depois seguiremos em frente, porque o futebol em Itália precisa mesmo de ser refundado. Desde 2004 que ando sempre a incomodar toda a gente a dizer que está tudo ultrapassado, que as crianças já não vão ver futebol, que estamos a fazer tudo mal. Mas ninguém te ouve, porque cada um está colado à sua cadeira. E não se descola, não há nada a fazer", concluiu.