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Serie A: As dificuldades dos gigantes italianos no mercado

Davide Frattesi no Inter
Davide Frattesi no InterMARCO BERTORELLO / AFP

Nenhuma das principais equipas do campeonato italiano está a conseguir destacar-se por bons negócios no que diz respeito às entradas. O motivo? A falta de entrada de dinheiro líquido proveniente de alguns jogadores em vias de saída

Ainda não há qualquer reforço para Inter, AC Milan, Juventus, Nápoles e Roma. As equipas mais seguidas do campeonato italiano estão a viver um verão frustrante devido à ausência de contratações. O mês de julho aproxima-se do fim e, a trinta dias exatos do início da nova época, continua tudo parado. Trata-se de uma dinâmica comum às principais equipas do campeonato italiano, que para já estão impedidas de fazer caixa para depois poderem reinvestir.

A exceção é a dos campeões de Itália, que viram sair Denzel Dumfries, mas não conseguiram contratar nem Marco Palestra nem Anan Khalaili, por motivos distintos. Agora, além disso, parece ter ficado também bloqueada a negociação por Djed Spence do Tottenham. No entanto, no orçamento dos nerazzurri pesam os salários de Benjamin Pavard, Davide Frattesi e Kristjan Asllani. Especialmente o segundo, que nunca conseguiu encontrar o espaço que pretendia, pode ser uma peça importante numa eventual troca.

AC Milan parado, Juventus estagnada

O clube rossonero ainda tem de vender vários jogadores. Entre as saídas de maior destaque estão Ruben Loftus-Cheek e Ismael Bennacer (a aguardar resolução contratual), aos quais se juntam os jovens Yunus Musah, Warren Bondo, Filippo Terracciano e David Odogu. O objetivo é libertar espaço no plantel e obter recursos financeiros para reinvestir e voltar a competir ao mais alto nível. As chegadas de Mario Gila e Goncalo Ramos são sem dúvida importantes, mas ainda há muito trabalho a fazer para melhorar o plantel.

Em Turim, por sua vez, está a decorrer uma das maiores operações de emagrecimento do plantel entre os grandes. Os principais excedentários são o avançado Lois Openda (custo anual de 7,4 milhões), Nico Gonzalez, Arthur (regressado do empréstimo e sem espaço), Arkadiusz Milik, e eventualmente também Juan Cabal e Michele Di Gregorio. Nico Gonzalez, por sua vez, deverá ser transferido em definitivo para o Atlético de Madrid e tornar-se uma fonte importante de investimento após a contratação de Zeki Celik e Jeff Ekhator.

Expectativa em Trigoria e Castelvolturno

A prioridade dos giallorossi é vender o avançado Artem Dovbyk, considerado o principal excedentário e uma saída obrigatória para poder atuar no mercado. Juntamente com ele, são transferíveis o defesa Marash Kumbulla e os jovens Anass Salah-Eddine e Riccardo Pagano. Os alvos, por sua vez, são os extremos ofensivos Diego Moreira e Crysencio Sommerville, sobre quem existe uma feroz concorrência árabe. Sem esquecer, no entanto, Alejandro Garnacho e Dodo.

Para o Nápoles, há cerca de 25 excedentários para gerir, o que simboliza um plantel demasiado extenso, como referiu o próprio presidente Aurelio De Laurentiis, representando a situação mais complicada do campeonato. Entre os nomes de maior destaque estão os avançados Romelu Lukaku e Lorenzo Lucca (para quem se tenta evitar uma menos-valia), além de Michael Folorunsho, Jens Cajuste, Cyril Ngonge, Jesper Lindstrom e Giuseppe Ambrosino. Sem saídas, será difícil para Massimiliano Allegri contar com reforços de qualidade.