Roma 2-1 Atalanta
Com Rodrigo Mora no onze romano, a primeira parte traduziu-se num autêntico monólogo da equipa da casa, que apresentou um futebol dinâmico, determinado e de ritmo sufocante. Contudo, a inspiração de Marco Carnesecchi entre os postes - a travar tentativas claríssimas de Gianluca Mancini, Bryan Cristante e Donyell Malen - associada a um golo anulado por fora de jogo a Evan Ndicka, manteve o nulo intacto ao intervalo.

O balde de água fria para os romanos chegou logo aos 47 minutos. Praticamente no primeiro remate enquadrado, a Atalanta adiantou-se contra a corrente do jogo: Charles De Ketelaere trabalhou bem na ala e serviu Éderson, que apareceu na área a disparar um tiro fortíssimo para bater Mile Svilar. La Dea ainda ameaçou o segundo por Nikola Krstović, mas as substituições promovidas pelos locais voltaram a empurrar a partida para a baliza dos bergamascos.
A reação da Roma foi avassaladora e os ferros passaram a ser os maiores aliados de Carnesecchi, devolvendo os remates do recém-entrado Santiago Castro (primeiro ao poste, depois à barra). Quando o desgaste físico parecia já não permitir mais, a justiça no marcador chegou no minuto 90, com Mario Hermoso a cabecear vitorioso após um pontapé de canto.
Com o Olímpico ao rubro, a Roma não se satisfez com o ponto e consumou a reviravolta em pleno tempo de compensação: Matias Soulé fletiu da direita para o seu pé esquerdo e rematou rasteiro para o primeiro poste, surpreendendo Carnesecchi e garantindo três pontos de ouro para os homens da capital numa exibição de enorme caráter.

Inter 3-2 Nápoles
A equipa de Chivu entrou com mais iniciativa e, logo aos dois minutos, Lautaro obrigou Meret a uma defesa apertada de fora da área. O Nápoles respondeu pouco depois com uma dupla ocasião criada por Alisson para Anguissa: Martinez salvou primeiro o médio e depois voltou a brilhar ao travar o remate de Politano.

O Inter geria a posse de bola com critério, com Bisseck muito subido nas fases ofensivas, enquanto o Nápoles recuava e tentava explorar os espaços. Anguissa voltou a estar perto do golo, mas Akanji desviou providencialmente o seu remate.
No final da primeira parte aumentaram as oportunidades. Hojlund rematou demasiado fraco após um canto, Lautaro obrigou Meret a nova defesa do outro lado e, mesmo ao cair do pano, Dimarco acertou em cheio na barra num livre direto.
A segunda parte mudou completamente o rumo do jogo. Martinez voltou a salvar perante Alisson, mas depois cometeu um erro grave na saída a jogar e Politano aproveita para colocar o Nápoles em vantagem.

Três minutos depois chegou também o 0-2: Hojlund encontrou espaço à entrada da área e bateu Martinez com um remate rasteiro e preciso. O Inter parecia em apuros, mas reagiu de imediato. Dimarco cruzou forte para a área e Lautaro, praticamente com a baliza aberta, reduziu a desvantagem.
A partir desse momento, os nerazzurri ganharam terreno e obrigaram o Nápoles a recuar. Lautaro voltou a estar perto do golo, enquanto Thuram acertou no poste de cabeça antes de conseguir o merecido empate: cruzamento de Carlos Augusto e cabeceamento certeiro do avançado para o 2-2.
No final, o jogo perdeu definitivamente qualquer equilíbrio. Thuram desperdiçou a hipótese de consumar a reviravolta frente a Meret, depois o Nápoles respondeu, primeiro por Neres e depois por Anguissa, que falhou uma ocasião incrível com a baliza praticamente deserta.
Quando o empate já parecia inevitável, surgiu o golpe decisivo. Nos descontos, Lautaro encontrou a jogada vencedora e fez o 3-2, completando uma reviravolta incrível depois do mau arranque de segunda parte.

