Lucas Riisgaard foi oficialmente convocado para a seleção dinamarquesa de sub-21 na terça-feira pelo selecionador Lars Knudsen, após uma época que deixou treinadores, jogadores e comentadores de futebol completamente incrédulos perante a sua explosiva afirmação na Superliga dinamarquesa.
Há apenas dois anos, o jogador de 22 anos jogava futebol amador nos escalões inferiores, na Sjaellandsserien, pelo Saby Fodbold. Depois de uma curta e muito bem-sucedida passagem pelo Aarhus Fremad, transferiu-se para o Silkeborg IF em julho de 2026 e rapidamente deu nas vistas na principal divisão.
"Estou incrivelmente orgulhoso por ter sido chamado à seleção nacional; é um marco na minha carreira e significa mesmo tudo para mim. Jogar pelo teu país é o máximo que se pode alcançar e estou mesmo muito entusiasmado neste momento", disse Riisgaard ao Flashscore.
A velocidade excecional tem sido o principal catalisador para a notável afirmação de Riisgaard no futebol dinamarquês.
"Nunca treinei a minha velocidade, nem com treino de força, nem com aqueles exercícios de agilidade que alguns dizem que te tornam mais rápido. Simplesmente nasci com esta velocidade", afirma Riisgaard: "A velocidade sempre foi uma grande parte do meu jogo e os meus colegas chamam-me 'Speedy'. Os meus treinadores de formação diziam-me sempre para simplesmente chutar a bola para a frente dos defesas e depois ultrapassá-los em velocidade. Claro que a velocidade dá-me uma enorme vantagem. Com ou sem bola, os defesas têm sempre dificuldades contra mim quando fico à frente deles. Ou consigo libertar-me, ou ganho um livre, ou um penálti".

"Quando estou frente a um defesa, penso sempre: 'Se calhar és maior e mais forte do que eu, mas nunca me vais apanhar.' Uso a minha velocidade para evitar um duelo físico," acrescenta Riisgaard, que sublinha que o jogador do Midtjylland Mads Bech Sorensen e o capitão do Brondby Luis Binks foram os dois defesas mais difíceis que enfrentou na Superliga dinamarquesa.
Na verdade, em termos de velocidade máxima, já foi registado como mais rápido do que o internacional francês Kylian Mbappé, que este verão elevou o seu registo no Mundial para uns impressionantes 22 golos.
O avançado do Real Madrid costuma ser cronometrado com uma velocidade máxima entre os 36,8 km/h e os 37,9 km/h, dependendo da competição e do método de medição. Em comparação, Riisgaard já foi cronometrado a 37,64 km/h. Valoriza verdadeiramente a comparação com Mbappé.
"Acho incrível poder comparar-me com os jogadores mais rápidos do mundo. Ele é obviamente um dos maiores nomes do futebol e só posso agradecer por ser comparado a ele, porque isso gera atenção em torno das minhas exibições. Por isso, fico mesmo feliz por ter a mesma velocidade de alguns dos maiores jogadores dos maiores clubes", afirma Riisgaard.
Um dos aspetos mais notáveis da carreira de Riisgaard é o facto de nunca ter estado numa academia nem ter sido chamado por qualquer seleção jovem da Dinamarca até Lars Knudsen o incluir na convocatória dos sub-21, que vai iniciar a campanha de qualificação para o Europeu nas próximas semanas.
O extremo do Silkeborg admite que está surpreendido com a evolução da sua carreira desde que, há apenas 24 meses, jogava nas divisões inferiores:
"Ainda não consigo acreditar no que aconteceu na minha carreira nos últimos dois anos. Sempre acreditei que iria acontecer, mas, para ser sincero, não esperava que fosse tão cedo. Acho que é um ótimo exemplo de que é possível afirmar-se mesmo sem passar por uma academia de um grande clube desde jovem. Tive certamente altos e baixos. Nunca deixei de acreditar que teria a minha oportunidade, e esta é a recompensa", explicou o jogador do Silkeborg.

Depois de marcar seis golos em 13 jogos pelo Aarhus Fremad, Riisgaard assinou um contrato de cinco anos com o Silkeborg quando se juntou ao clube em julho, estando determinado a afirmar-se no clube para abrir caminho a um contrato potencialmente lucrativo com um clube fora da Dinamarca no futuro.
"O sonho é juntar-me a uma equipa de uma das maiores ligas da Europa e a ambição máxima é, um dia, jogar pelo Liverpool ou pelo Barcelona", admite.
O jovem dinamarquês já experimentou a sorte no estrangeiro, tendo integrado a equipa de sub-19 do Marítimo, em Portugal, quando tinha 17 anos, mas a experiência não correu como esperado.
"O Marítimo está sediado na ilha da Madeira, por isso tínhamos de viajar muito de avião. Eu era muito novo e sentia-me muito sozinho lá, o que foi difícil. Não estava preparado para dar esse passo naquela altura. Por vezes também tive dificuldades em receber o meu salário, por isso foi mentalmente muito duro. Acabei por ficar com muitas saudades de casa e decidi regressar. Mas isso não me desmotivou de perseguir o sonho internacional", explicou Riisgaard.
Até ao momento, Riisgaard já marcou dois golos em oito jogos pelo Silkeborg e voltará a entrar em ação na sexta-feira quando a formação da Jutlândia Oriental defrontar o Lyngby em Copenhaga.
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