A festa parecia ter de ser adiada depois de o Thun ter perdido no sábado no terreno do Basileia, por 1-3. No entanto, o facto de o St. Gallen não ter conseguido vencer em casa frente ao Sion, perdendo por 0-3, acabou por decidir a luta pelo título na Suíça.
Feito raro
O Thun tornou-se a grande surpresa da temporada na Super Liga suíça, assumindo a liderança do campeonato desde outubro e conseguindo superar históricos como o FCBasileia e o Young Boys, apesar de dispor de um orçamento bastante inferior.
A história desta equipa, recentemente promovida e imediatamente lançada na luta pelo título, tem poucos paralelos no futebol europeu. Entre os exemplos semelhantes das últimas cinco décadas, destacam-se o título do Nottingham Forest em 1978 ou o do Kaiserslautern na Bundesliga, 20 anos depois.
O Thun teve durante muito tempo um palmarés bastante modesto. O clube chegou pela primeira vez ao escalão principal em 1954, mas foi rapidamente despromovido, alternando depois entre as divisões inferiores ao longo das décadas seguintes. O regresso ao convívio dos grandes em 2001 marcou o início de uma fase mais estável.
Primeiro troféu da história
Antes desta época, o melhor resultado do clube tinha sido um segundo lugar em 2005, atrás do Basileia. Um ano depois, o clube surpreendeu a Europa ao qualificar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, onde venceu o Sparta Praga e criou grandes dificuldades ao Arsenal, que só conseguiu vencer os dois jogos com muito esforço.
O atual treinador, Mauro Lustrinelli, fazia parte da equipa nessa campanha europeia. Agora, conduziu o clube à maior conquista da sua história e a um regresso à Liga dos Campeões, 20 anos depois da estreia.
Apesar de o Thun e ter alcançado por duas vezes a final da Taça da Suíça, nunca tinha conquistado um troféu de relevo até esta época, em que esta história de sucesso atingiu o seu ponto mais alto.
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