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Os adeptos do futebol feminino não precisam de esperar muito mais. Está aí à porta o primeiro jogo oficial da nova temporada em Portugal, marcado pelo reencontro entre o hexacampeão Benfica e o recém-promovido ao principal escalão do futebol nacional, FC Porto, a última equipa dos denominados grandes a abrir portas ao futebol feminino.
As duas equipas defrontaram-se pela primeira vez em maio, na final da Taça de Portugal, realizada no Estádio Nacional do Jamor, com as águias a confirmarem o favoritismo diante da equipa que tinha conquistado a II Divisão nacional, naquele que foi o segundo título de uma ascensão meteórica rumo ao topo.

Experiência e motivação
Há uma diferença inegável entre as duas equipas. O Benfica tem uma bagagem competitiva muito superior. Presença habitual na Liga dos Campeões, a formação encarnada tem puxado para si a hegemonia do futebol feminino nacional nos últimos anos.
O clube da Luz tem investido de forma significativa na modalidade, contando com várias internacionais no plantel, e isso confere-lhe um estatuto e uma responsabilidade competitiva que o FC Porto ainda não pode acompanhar. Essa diferença foi, de resto, reconhecida pelo próprio treinador portista, Daniel Chaves.
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Apesar desse desequilíbrio, há um elemento que une as duas equipas: a motivação. Essa é intrínseca a ambos os lados, desejosos de arrancar a nova temporada com um troféu. É por ele que vão lutar este domingo, no Estádio do Fontelo, em Viseu.
Por curiosidade, foi precisamente na cidade de Viriato que o FC Porto deu o pontapé de saída no futebol feminino, em 2024, frente ao Académico de Viseu, num campo adjacente ao Fontelo.
Mudanças nas equipas
O Benfica atravessa um processo de renovação. Nomes como Christy Ucheibe, Beatriz Cameirão, Rakel Engesvik, Carole Costa e Cristina Martín-Prieto rumaram a outras paragens e obrigaram as encarnadas a mexer no plantel. A aposta recaiu maioritariamente em jogadoras jovens.
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Do lado do FC Porto, houve igualmente necessidade de reforçar o plantel, sobretudo com experiência que permita enfrentar as exigências de uma época ao mais alto nível. Fátima Pinto, Mylena Freitas, Fatumata Sissé, Vânia Duarte e Ana Teles são alguns dos nomes que chegaram para acrescentar qualidade e maturidade competitiva.
No que toca a indisponibilidades, Andreia Norton, que já participou em alguns jogos de pré-época depois de um longo período de ausência devido a lesão, está de regresso às opções do treinador do Benfica. Já Ana Borges e Lara Martins continuam os respetivos processos de recuperação.
Já a avançada norte-americana Lily Bryant é uma das principais baixas no lado do FC Porto para o duelo.
