Siga o FC Porto - Torreense com o Flashscore
FC Porto: “Se o FC Porto não mudou muito para já e o onze expectável é que seja semelhante ao que acabou a época. Pode entrar o André Silva, que tem feito vários jogos, não me dá conforto nenhum. A questão de sabermos o que fazem é importante, mas todas as equipas da Liga Portugal sabiam e não deixaram de ter dificuldades. É uma equipa de nível mundial, vai jogar Champions, é extremamente difícil de contrariar. Acreditamos no que fazemos e estamos preparados, como noutro jogo qualquer da nossa liga. Sabemos o ponto forte e o que podemos explorar”.
Supertaça: “Nunca ninguém da Liga 2 tinha ganho a Taça de Portugal, nós acreditávamos. Sabíamos que era possível, dentro do que preconizamos para a nossa ideia temos capacidade para criar dificuldades. Num jogo tudo pode acontecer e tudo aconteceu naquele jogo com o Sporting. Estamos aqui por isso e contra o FC Porto acreditamos que podemos voltar a fazer. Se porventura vencermos o troféu somos a equipa que ganhámos dois títulos nacionais numa só época. Somos nós e o FC Porto”.
Detalhes: “Os detalhes são os pormaiores e pormenores. Tudo vai ser importante. Temos de estar bem colocados, se podemos sair mais rápido ou manter a bola. Tudo vai contar. Num jogo em que as duas forças não são iguais, não tenho essa utopia, seria descabido, tudo vai contar. Um detalhe importante seria a concentração ao longo do jogo inteiro. Isto aplica-se a qualquer jogo, mas especialmente num jogo que determina um troféu, a concentração em todos os momentos é determinante. Foi um dos fatores na Taça de Portugal. Manter a tranquilidade é fundamental, não reagir de forma emocional ao que vai acontecer durante o jogo. O futebol é bonito porque apesar de planear tudo e mais alguma coisa, são os jogadores que vão determinar o que vai acontecer e eu conto com a magia dos que vão entrar par surpreender o FC Porto”.
Elogios do FC Porto: “Estamos focados no que estamos a fazer, o clube está determinado em fazer uma ótima época. Conversas internas são sobre nós, sobre como o modelo de jogo pode melhorar. Fico satisfeito por saber disso, mas sei que há cortesia do outro lado, mas não vamos ficar deslumbrados porque foi algo que aconteceu. Focados no jogo, sentimos o apoio dos adeptos e sócios do Torreense, orgulhosos da nossa época, que se veem representados por uma equipa. Isso enche-me mais de orgulho, pessoas que me dizem que são de Torres Vedras e das aldeias ali próximas e que se revem no que fizemos”.
Boicote dos árbitros: “Sinceramente, não estou muito a par da polémica. Sou sincero, não ouvi nada, o Marco (diretor de comunicação) não quer que fale muito sobre isto. Respeito muito os árbitros, são muito competentes, obviamente que há erros, como eu em todos os jogos. Já houve decisões que me deixaram fulo e contestei, mas dou uma palavra de apreço porque é uma profissão complicada, alvo de juízo de muitas pessoas e sempre muito parcial. Acredito que fazem sempre o melhor, é uma polémica que me passa ao lado. Parto sempre do princípio de que vão fazer o melhor, como eu tento. Se fico chateado no final do jogo não julgo a pessoa em si”.
Época histórica: “É igual a preparar outra época qualquer. Estamos focados no que controlamos, trabalhar no dia a dia. Contratámos 13 jogadores novos, um plantel extenso, é uma parte representativa. Temos de os integrar, mostrar o que queremos de cada um deles, melhorar a nossa forma de jogar. Não estou imune e todos os outros, às expectativas criadas, mas é fruto do nosso trabalho, do nosso resultado. O futebol é mesmo assim, conseguimos um feito histórico, uma época muito brilhante até na Liga 2, temos de saber conviver com isso. Começamos do zero, era bom começar com uma vantagem, mas não é assim. Sabemos que cada jogo vai ser difícil, os adversários estão de sobreaviso, e temos de ser iguais a nós próprios, lutar até ao fim”,
Motivação: “O FC Porto será o adversário teoricamente mais forte que vamos encontrar. Acabámos a época a jogar com a equipa bicampeã nacional. Há sempre um lado emotivo, a grandiosidade do outro clube, mas é um jogo como outro qualquer em que temos de fazer o nosso trabalho. Parece muito simplista tentar passar a mensagem de que todos os jogos são iguais, mas eu preparo este jogo como os da Liga 2. Um factor que ajuda bastante é que estão super motivados e concentrados, assim é mais fácil passar a mensagem”.
Mercado: “Não vamos ter duas equipas, temos só uma para duas competições. Não fizemos um plantel para jogar a Liga Europa, mas para jogar a Liga 2. O projeto passa por potenciar jovens. Temos um jogador com 25 anos, o Aguirre, e o Juan com 24 anos, todos os outros têm abaixo dessa idade. O projeto é esse e competindo na Liga Europa a montra é maior, o desafio é maior. Vai ser uma experiência fantástica, mas não é um dado adquirido que vamos ter uma equipa a jogar à quinta e outra à segunda. Estamos preparados para a Liga 2 que é o nosso foco e continuar a falar aquilo que a Direção me pede: potencializar jovens, fazê-los crescer com uma equipa que ganhe mais vezes. É esse o ponto de partida”.

