Acompanhe as incidências e relato do encontro
O Estádio Cidade de Coimbra, remodelado para o Euro-2004 e com quase 30.000 lugares sentados, recebe a primeira decisão de 2026/27, na qual o campeão nacional FC Porto, recordista de troféus (24) e presenças (35), mede forças com o estreante Torreense, que pertence à Liga 2 e detém a Taça de Portugal, na 48.ª edição da habitual prova de abertura da época.
Palco dos jogos da Académica, o recinto sucede ao Estádio Algarve, que, em julho de 2025, acolheu a vitória do Benfica sobre o rival lisboeta Sporting (1-0), volvidas cinco decisões em Aveiro, entre 2020 e 2024.
Desde a remodelação do recinto conimbricense, a maior cidade da região centro do país só tinha recebido a Supertaça em 2004, quando o então campeão europeu FC Porto derrotou o Benfica (1-0), com um golo do reforço Ricardo Quaresma, ao minuto 56, e venceu o troféu pela 14.ª vez, então sob o comando do espanhol Víctor Fernández.
Além do mau estado do relvado, utilizado oficialmente pela primeira vez depois do Euro-2004, uma falha organizativa da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) levou à utilização de bolas de marcas diferentes em cada parte.
A Supertaça foi decidida em jogo único em 2004, mas teve duas mãos e, se necessário, uma finalíssima nas duas décadas anteriores, tal como aconteceu em 1991, 1993 e 2000, nas três passagens pelo antigo estádio da Académica, inaugurado em 1949 e onde o novo recinto seria erguido.
O FC Porto venceu o Benfica nas duas primeiras, sempre no desempate por penáltis, e perdeu com o Sporting na terceira, em tempo regulamentar.
Em setembro de 1992, na edição correspondente ao ano anterior, o FC Porto ganhou ao Benfica nas grandes penalidades (4-3), após a igualdade 1-1 nos 120 minutos da finalíssima, jogada face aos êxitos caseiros do Benfica (2-1) e do FC Porto (1-0), na primeira e segunda mãos, respetivamente.
Guião igual teve a edição de 1993, quando Benfica e FC Porto triunfaram, cada um, por 1-0 no respetivo reduto e levaram a decisão para o terceiro encontro, disputado em agosto de 1994 e vencido pelos dragões nos penáltis (4-3), depois dos empates 1-1 no tempo regulamentar e 2-2 no prolongamento.
O sistema a duas mãos foi utilizado até à edição de 2000, quando Sporting e FC Porto empataram 1-1 e 0-0, antes de o argentino Acosta rubricar o triunfo leonino (1-0) na finalíssima em Coimbra, em maio de 2001.

Além de Coimbra e Faro/Loulé, com cinco passagens cada, e de Aveiro, com 14, a competição já foi decidida em campo neutro em Leiria, em duas ocasiões, e em Vila do Conde, Setúbal e Guimarães, todos com uma cada.
Em janeiro, no Congresso do Futebol Português, a FPF admitiu alargar a Supertaça a quatro clubes, introduzindo as meias-finais, e transferi-la para o estrangeiro, onde as edições 1994 e 1995 tiveram finalíssimas em Paris.
Essa intenção já foi apresentada pelo presidente da FPF, Pedro Proença, aos associados do organismo e consta das medidas para o ciclo 2024-2028 do plano estratégico federativo.
