Recorde as incidências da partida
O novo revés do Palmeiras fez o treinador português Abel Ferreira adotar um "mea culpa" pelo rendimento da equipa, que não teve o desempenho esperado.
"A responsabilidade é do treinador, não tive arte nem engenho para mobilizar os jogadores. Jogamos para ganhar, mas não entramos com a nossa máquina competitiva ligada. Demos muito espaço ao adversário, estivemos desconcentrados. A maior responsabilidade é minha", admitiu.
Abel Ferreira não pôde contar com algumas peças por lesão, como os defesas Gustavo Gómez, Bruno Fuchs e Barboza, além do avançado Paulinho. As ausências fizeram com que o treinador português abrisse espaço para jogadores da formação, como Arthur e Riquelme Fillipi, que tiveram oportunidades de mostrar condições de jogar por mais tempo.
"Tínhamos três objetivos para esse jogo: ganhar, rodar o plantel e ver em que nível estão alguns jogadores. Os meninos que tiveram hipóteses estiveram bem, entregaram-se, mas a responsabilidade também é minha. Dos três objetivos, o maior que não foi cumprido era a vitória", reforçou Abel Ferreira.
A bola resolve
Abel Ferreira indicou que o desempenho nos treinos é o que faz a diferença na sua decisão de quem será o titular, deixando estatuto, carreira e salário de lado neste momento.
"O que cada um de vocês vê, eu também vejo. A vantagem que tenho é que vejo mais que vocês. Vejo nos treinos. Os jogadores que têm mais rendimento são os que jogam. Na minha equipa nunca jogou o nome, nem o estatuto, nem os medalhões. Joga quem tem rendimento. Gosto de trocar ideia com eles, aprendo muito com eles. Joga quem tem mais rendimento", declarou o treinador português.
Líder do Brasileirão, o Palmeiras volta a jogar no domingo, contra o Internacional, no Nubank Parque.
