Abel Ferreira afastou a possibilidade de dar prioridade a qualquer competição nesta temporada, depois de o Palmeiras ter empatado 0-0 com o Santos, na segunda mão dos quartos de final da Taça do Brasil, na Vila Belmiro, garantindo assim o apuramento.
"Estamos em todas e não vamos abdicar de nenhuma. Vamos arriscar tudo o que temos para arriscar. O maior risco que corri foi atravessar o Atlântico sem saber o que iria encontrar aqui. As coisas acontecem quando trabalhas mais do que os outros. Adoro quando dizem que o Palmeiras não é bom em nada, gosto assim. Quero não ser bom em nada, mas ser equilibrado em tudo", afirmou o treinador português.
Além da Taça do Brasil, o Palmeiras continua também na luta pelos títulos da Libertadores e do Brasileirão.
Durante a conferência de imprensa, Abel abordou ainda a recente acusação apresentada pela Procuradoria do STJD devido ao pontapé que deu num microfone no encontro frente ao Mirassol, a contar para o Brasileirão.
"Vivo intensamente e não vou mudar isso. Todas as lutas que tenho, seja com o calendário ou com os árbitros, têm apenas uma intenção: melhorar o futebol brasileiro", explicou.
"Mas estamos a chegar a uma fase de decisões e é normal que os jogos sejam difíceis e intensos. Também é normal que, por vezes, haja algum extravasar. Numa situação igual na Conmebol, dei um pontapé no microfone e fui multado. Não fui suspenso, fui multado. Já fui julgado pelo STJD e apanhei oito jogos. Não matei ninguém", concluiu.
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