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Marco Silva defende Taça da Liga e aborda caso Jhon Durán: "Já tive acesso ao relatório, está convocado"

Atualizado
Marco Silva, treinador do Benfica
Marco Silva, treinador do BenficaRUI MINDERICO/LUSA

Marco Silva, treinador do Benfica, fez esta quarta-feira a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Gil Vicente, dos quartos de final da Taça da Liga, marcado para amanhã, às 20:45, no Estádio da Luz.

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Gil Vicente: "Uma equipa de qualidade, muito bem treinada, como tem vindo a demonstrar. Já os defrontámos num jogo que se tornou difícil pela qualidade e organização do adversário no Estádio da Luz. E pela nossa falta de eficácia. O Gil tornou a nossa tarefa difícil porque tem bons jogadores, jogadores de qualidade e apresenta sempre uma boa organização e estratégia. Com bola têm ideias claras e coragem na forma como jogam. Esperamos um jogo de caraterísticas diferentes, um jogo de decisão e que permite jogar num final-four. Acaba por ter caraterísticas diferentes nesse aspeto. Mas pela forma como encaramos sempre, daremos tudo para vencer como é normal."

Preparação para o jogo: "Foi normal de uma equipa que vinha de viagens, fora, uma vitória importante e difícil para nós, depois de estar a perder ao intervalo, é importante perceber a capacidade de resposta, humildade e caráter da equipa. Recuperação no dia seguinte, preparar o jogo dentro do máximo que conseguimos, ir analisando como eles vão estando nas melhores condições. E amanhã faremos o mesmo. Analisar e depois tomar as melhores decisões."

Probabilidade de vitória
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Justifica-se uma competição como a Taça da Liga nesta altura? "Em relação às competições europeias, é verdade (quantidade de jogos). Para mim, sinceramente, falamos de uma competição doméstica muito importante. Para clubes da nossa dimensão, fazer um jogo e ter uma oportunidade de jogar uma final... Não vejo isso como sobrecarga. Se há duas taças domésticas, é normal que tenhamos de jogar as competições. E depois cada clube dá a importância que dá em termos de rotação. Se olharmos só para um onze, acaba por ser uma densidade muito grande. Se olharmos para um plantel competitivo e com duas opções por posição, acabamos por poder dar oportunidades a muita gente. Temos algumas lesões e condicionantes para fazer o que temos feito na Liga Europa, mas não há que lamentar a densidade de jogos. Posso até falar contra nós, mas é uma opinião minha. Se formos analisar o nosso regresso das paragens internacionais... Fizemos o jogo com o Vitória SC, depois competições europeias, e depois um jogo de fim-de-semana que não existiu da Taça (de Portugal). Não há muito que lamentar. A densidade de jogos é o que é e temos de nos preparar para a época e para todas as competições, se assim ambicionarmos."

Haverá rotatividade? Rui Borges mudou 11 jogadores: "Em relação à rotatividade, temos uma ideia para o jogo. Ainda estamos a analisar a recuperação dos jogadores. Falou da questão do Rui (Borges) e do Sporting, mas são situações diferentes. O nosso aspeto é diferente porque eles tiveram praticamente 48 horas entre os dois jogos. No nosso caso houve a viagem e ouvimos o feedback de alguns jogadores. Podemos ou não fazer alterações, mas sempre com o objetivo de termos jogadores frescos, não perdermos a essência e, em algumas posições, manter parte da estrutura. É um jogo decisivo e queremos muito estar na final-four. Respeitamos o Gil Vicente, mas é ainda mais importante olhar para nós.

Histórico de confrontos
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"Durán? Estou muito curioso para perceber qual será a decisão"

Jhon Durán: "Não temos qualquer decisão. Fiz a análise que fiz pelo feedback que tive do jogador. Já tive acesso ao relatório e só veio confirmar as minhas declarações no final do jogo. Tudo o que li só me veio dar mais certeza de que não tinha acontecido absolutamente nada. Felizmente acreditei no jogador e é esse o meu papel, quero que sejam honestos, errando ou não errando. Todos erramos na vida. Mas só veio confirmar o que eu tinha dito. Estou muito curioso para perceber qual será a decisão depois de ver o que vi e de ler o que foi escrito. Ele está convocado para amanhã".

Situação de Jhon Durán demonstra necessidade de rever alguns aspetos disciplinares? "Possivelmente. Estamos a falar de um jogador que viu um vermelho totalmente injusto no término do jogo. Podemos falar de outras questões durante o jogo, mas aqui foi totalmente injusto. Estamos na dúvida se poderá ou não ser utilizado. Percebo a questão, tem a ver com os timings de reunião de quem toma as decisões. E nesse aspeto, atendendo a que se marcam jogos para meio da semana, era importante que houvesse uma decisão rápida para sabermos com o que contar".

Diferença de intensidade entre primeira e segunda partes: "Sinceramente não é uma questão de intensidade. Se calhar usei essa palavra. Mas é jogarmos ao nosso nível, ter capacidade de assumir o jogo e jogar como costumamos jogar. No Chipre foi diferente, entrámos como temos entrado na maioria dos jogos e depois deixámos andar um pouco. Neste último, a análise foi clara, sabemos onde não estivemos tão bem. A minha análise foi nesse sentido. Por vezes, analisamos no momento de uma forma e com calma depois temos outra ideia. Dando mérito ao Santa Clara em primeiro lugar, depois falámos das questões climatéricas. Mas nós não estivemos ao nosso nível na primeira parte. Não teve a ver com intensidade. O Santa Clara colocou agressividade no bom sentido. Mas teve muito mais a ver com o que tínhamos preparado. Se calhar preparados com as condições climatéricas, com o relvado... Os jogadores estão a jogar e eles é que sentem dificuldades que nós cá fora não sentimos. Mas, para nós, é claro que não fomos tão capazes de executar alguns dos planos de jogo. Retificámos ao intervalo e, com a inspiração individual de dois ou três jogadores, resolvemos um jogo que estava muito difícil. É analisar, fazer os jogadores perceber, e aí acredito que vamos estar mais bem preparados".

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"Banjaqui não estará disponível"

Oportunidades para jovens como Anísio Cabral, José Neto ou Banjaqui: "O Banjaqui não estará disponível, infelizmente. Está na fase final da recuperação e achamos que ainda é um pouco cedo. Era importante conseguir tê-lo, até pelo desgaste do Bah em termos de jogar praticamente os 90 minutos em todos os jogos desde a paragem. Tem feito um esforço tremendo depois de recuperar da lesão. Não sei se na segunda-feira já poderá integrar a convocatória. O (José) Neto irá jogar daqui a pouco na Youth League, mas o Anísio estará nos convocados. Depois é uma decisão nossa. Não vemos aqui uma competição para lançar jovens, queremos ganhar e estar na final-four. Estará um título em disputa. É óbvio que o campeonato é o campeonato e essa é a nossa grande prioridade, mas todos os títulos em disputa é para dar o nosso máximo para os conquistarmos. Se conseguimos ou não, isso é outra coisa. O próximo jogo é o mais importante. Temos vindo a lançar alguns jovens. O Banjaqui até se estreou na Liga Europa a titular, não esperávamos pela Allianz Cup para isso. Não é só por esta competição ser um pouco diferente que vamos lançar os jovens. Se mostrarem que merecem oportunidade, não é preciso ser nesta competição. O contexto por vezes permite isso, mas olhamos com muito respeito para a competição, pelo Gil e, acima de tudo, para nós".

Falou com Vítor Vinha sobre jogadores que gostaria de ver no contexto da equipa principal? "É um jogo importante (da Youth League) e por isso mesmo o Diogo (Ferreira) também irá jogar esta tarde. Também poderia ser jogo para o Anísio. Esta dúvida à volta do Durán também não permite tomar algumas decisões. O Anísio estará connosco amanhã e iremos colocar esses jogadores num contexto importante para o clube. Compete-nos gerir da melhor maneira, priorizando sempre a equipa principal e quem está connosco. Se não houver oportunidades, há sempre formas de dar competição aos jogadores".

"O processo ofensivo está muito longe de estar perfeito"

Benfica mais goleador do século: "Para mim é muito importante que tenhamos uma identidade clara e que está dentro da minha ideia, em primeiro lugar, e dentro dos pergaminhos do clube. Para mim a solidez é muito importante. Não só da linha de quatro, mas no jogar, em sermos uma equipa constante e consistente. Se atacarmos bem e melhor, de certeza que iremos ser uma equipa mais sólida. Percebo o que disse dos golos sofridos, mas se olharmos para isso, dois aconteceram no primeiro jogo, de caraterísticas muito próprias... Culpa nossa, mas jogámos em condições muito específicas, não normais num jogo de futebol. E no outro em que sofremos acabámos por jogar uma hora com 10 jogadores. Se tirar esses contextos, sofremos três golos em sete jogos. Para nós, é importante sermos uma equipa dominadora, que consiga dominar com bola, que goste de estar no meio-campo ofensivo. Mas só iremos conseguir fazê-lo se tomarmos as decisões certas com bola e se, defensivamente, toda a gente trabalhar dentro de uma ideia coletiva. Satisfeitos em relação aos nossos números, e depois é trabalhar para que o equilíbrio seja cada vez melhor e para que consigamos esconder do adversário alguns aspetos em que não somos tão fortes. O processo ofensivo está muito longe de estar perfeito. Temos feito as coisas muito bem, mas queremos ser cada vez mais fortes como equipa".

"Kaminski está de volta"

Duarte Soares, da equipa B, poderá ter oportunidade? "O Duarte está lesionado. O Banjaqui está muito perto de estar disponível, mas ainda é cedo. Iremos tomar decisões nos próximos dias para perceber onde começará a competir."

Boletim clínico: "O Enzo (Barrenechea) está a integrar aos poucos a equipa, o que é bom. O Kaminski está de volta e estará nos convocados. E o Leandro (Barreiro) já sabem, irá demorar um pouco mais".

Sudakov foi titular com Santa Clara mas saiu ao intervalo: "Temos de fazer com que os jogadores compitam para a posição. E se não esteve tão bem, a responsabilidade é minha que o coloquei em campo. Não é por um jogo menos positivo que vou fazer com que esgote as oportunidades. O Sudakov até vinha numa ascensão em termos de exibições e sabe isso. Tomei a decisão de fazer alterações ao intervalo, mas não é por isso que se esgotam as oportunidades. Em relação à questão do jogar mais recuado, não foi de todo o que quisemos e analisámos no campo. Alguma vez atraímos um pouco mais baixo com ele para tirar o médio que o estava a acompanhar. Mas o que fizemos aí foi o que fizemos com o Prestianni na 2.ª parte. As caraterísticas são diferentes. Mas a nossa estratégia não foi essa. Está a competir com todos os outros".

Kaminski pode ser o lateral-direito? "Têm de esperar por amanhã. Temos uma opção direta, que é o Bah, que está disponível e nos convocados. Ou iremos por outro caminho... O Kaminski possivelmente será muito cedo para ser titular, mas se assim o entendermos será opção durante o jogo. Tomaremos a decisão melhor dentro dessas opções".

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