Siga a final da Taça de Portugal no Flashscore
Será justo terminar a época com um troféu? "A justiça é relativa. Acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, de lutar pelo troféu e vencê-lo, mas temos de fazer muito para vencê-lo, temos de demonstrar em campo. Teremos pela frente um adversário que vai dar a vida. Temos de estar preparados para a dificuldade, tudo bem que é contra um adversário da segunda divisão, mas que ainda esta semana deixou em dificuldades uma equipa da primeira liga. A nossa época foi fantástica, em termos de qualidade, das competições em que estivemos inseridos. É certo que não fomos tricampeões, que era o que queríamos. Mas queremos conquistar o segundo troféu mais importante do nosso calendário desportivo."
Ioannidis: "O Fotis (Ioannidis) não estará para o jogo. Eu poderia dizer que está se calhar 100% recuperado, mas ainda não integrou o treino totalmente connosco e por tudo o que foi a paragem, creio que o melhor foi não ativar a utilização dele. Acredito, e tenho toda a certeza, que arrancará a época a 100% e isso também será importante para ele e para nós também."
Sporting ativo no mercado antes do Mundial: "Fala-se muito. Só podemos falar do Zalazar, e já me pronunciei. De resto, é a vossa parte. Faz parte do futebol, temos de estar cientes do que se passa. Uma coisa é certa, tudo aqui é feito com rigor e muita comunicação. Estamos identificados com o que queremos para a próxima época. O clube, nesse aspeto, em todos os departamentos, está a ser fantástico."

Trincão e Maxi Araújo cobiçados no mercado: "Gostava de ter todos... Gostava que o Morita não fosse, que o Quenda não fosse... É o mercado a funcionar. Fico feliz por vê-los ligados a grandes clubes, é sinal de valorização individual dentro de um coletivo que foi muito bom ao longo da época. É bom para nós, treinadores, sentir que ajudamos os atletas a serem valorizados, e os clubes a valorizarem os ativos. Faz parte do futebol, não mexe comigo em nada. Gosto muito de todos eles, não queriam perder nenhum, mas sei que é o futebol. Sou muito frio nesse aspeto. Para sair uns, têm de entrar outros. Estamos num grande clube, e, com certeza, o que faz o Sporting é que os jogadores e os treinadores passam, mas o Sporting será sempre Sporting. É nisso que estou focado, principalmente, no jogo de amanhã. Depois, preciso de descansar, e analisaremos o mercado e o que ditar, porque há coisas que não conseguimos controlar. Esses jogadores têm cláusulas."
João Virgínia ou Rui Silva na baliza: "Poderia dizer que já decidi ou não decidi. Eles ainda não sabem, portanto seria ingrato da minha parte estar aqui a dizer quem jogava."
Possível saída de Hjulmand: "É um jogador que tem contrato com o clube. Estava-me a chatear para se apresentar dois dias à frente, porque ainda vai jogar pela seleção. É jogador do Sporting, conto com ele. Vamos ver o que o mercado ditará. Claro que ficarei muito feliz se continuar. Se não continuar, é o que é. Não ficarei muito feliz, porque gosto muito dele e tem demonstrado muita qualidade. É um grande líder, deu sempre a cara pelo grupo, e isso é muito importante. Precisamos cada vez mais desses líderes num balneário."
Leia mais - Morten Hjulmand elogia Torreense e revela: "Depois do jogo vamos falar sobre o meu futuro"

Jogadores do Sporting na seleção nacional: "Valoriza também o que tem sido o trabalho do Sporting, não só com o Rui Borges, mas ao longo dos últimos anos ao nível da formação. Também nos deixa muito felizes. Continuará a ser uma sequência desse aspeto de, cada vez mais, olhar para o que é nosso e valorizá-lo da melhor maneira. Fico feliz. Triste porque queria que estivesse mais gente. O Pote merecia, o Edu, se calhar, também é um caso a ter em claro olho para o futuro da seleção, porque tem feito uma época fantástica... Outros, com certeza, vão crescer. O Mangas, se calhar, numa fase inicial também apareceu muito bem. Acima de tudo, é a valorização do jogador português. Isso deixa-me feliz."
Se fosse treinador do Torreense, priorizava final da Taça ou play-off de subida? "Eu metia os melhores, sem dúvida alguma. A parte de dizer que estão numa luta para subir da televisão, têm três ou quatro dias para respirar e jogar... São jogos em que, com toda a certeza, o mister Tralhão não precisa de motivar os jogadores. Não vai haver cansaço. Se, no início da época, lhes dissessem para assinarem uma folha em como iam disputar a final da Taça de Portugal e o playoff, eles assinavam, com toda a certeza, para disputarem o jogo no seu máximo. Acredito que, independentemente de quem jogar no Torreense, terão uma motivação para lá do normal, o que nos vai dificultar a tarefa. Temos de ser muito sérios, porque tem demonstrado a sua qualidade. É uma equipa que vem de sete jogos sem perder, com três golos sofridos, o que dita bem a sua qualidade nos duelos, de competitividade defensiva... É rápida no contra-ataque, por isso, temos de estar muito concentrados nos nossos comportamentos individuais e coletivos."
Reação dos jogadores face ao mercado: "Muito honestamente, não tenho estado focado nesse aspeto. Eles são jogadores profissionais e sabem o que é andar nisto. Todos os outros jogadores têm contrato com o Sporting e nenhum deles deve estar muito nostálgico porque têm contrato com o Sporting. Sinto-os felizes e motivados para acrescentar mais uma conquista para o Sporting. Acho que a felicidade deles e a parte da motivação deles está no auge e não preciso de estar muito preocupado nesse sentido, com a parte nostálgica do jogo. Querem saber sim se o míster vai colocá-los a jogar porque estão ansiosos para jogar. Acho que tudo o que fizemos esta época foi muito bom. Não conseguimos ser campeões, é certo. Disse-lhes que não chegava sermos iguais à época passada para sermos campeões novamente, até porque fomos praticamente idênticos à época passada, e não fomos campeões. Mas isso não apaga o que fizeram. A equipa demonstrou qualidade durante toda a época, de forma consistente, e em todas as competições também. Temos de mostrar dentro de campo que merecemos terminar a época com um troféu".
O que mais o impressionou no Torreense? "A controlar: as bolas paradas; têm dois centrais que são muito fortes no jogo aéreo. Contra-ataque e ataque rápido: têm jogadores muito rápidos e temos de estar muito preparados para essas transições. Temos de estar muito equilibrados, a nossa linha defensiva e intermédia. A equipa tem de ser muito competitiva. Ainda agora dei o exemplo de estarem sem perder há sete jogos e com cinco clean sheets. Vamos ter dificuldades e teremos de estar no nosso melhor para vencer o Torreense. Tivemos dificuldades com o Paços no primeiro jogo da Taça de Portugal e o Paços desceu à Liga 3. O Torreense recentemente colocou dificuldades ao Casa Pia e até terminou com mais remates à baliza do que o Casa Pia. Temos de estar atentos."
Respeito pelo Torreense é uma forma de afastar a pressão? "É sermos sérios e não entrarmos em facilitismos. A pressão neste clube é diária, é a pressão de querer ganhar. É uma pressão positiva. Favoritismos? Para estar numa final, uma equipa tem de ser os seus méritos. Passei por todos os escalões. Sei bem o que significa estar numa final do Jamor e as dificuldades que as equipas colocam às equipas ditas favoritas. Não olho para o Torreense como uma equipa que está num escalão inferior, até porque está a lutar para subir à 1.ª Liga. Para mim, é respeito máximo. E é só não deixar entrar em facilitismos, até porque é uma festa muito bonita e que assim seja por muitos anos. Ainda não ganhámos nada."
Possível saída de João Virgínia: "Tem contrato com o Sporting, a dúvida não tem a ver com isso. Vocês metem já meia equipa fora do Sporting e outra meia dentro... Esqueçam isso. É apenas decisão minha, como as outras que tive ao longo da época. Não olho por aí."
Jogo mais difícil de preparar: "Difícil era estar em casa, a ver na televisão. Estou feliz por poder disputar mais uma final, apenas e só isso. Muito sério na abordagem ao jogo e no que representa. Percebo a questão do favoritismo. Da minha, é seriedade máxima ao olhar para o adversário como qualquer outro. Basta olhar para o nosso caminho, na Taça de Portugal e na Liga, onde perdemos pontos com equipas que desceram. É alerta máximo para a exigência do jogo. É difícil porque todos os jogos... Os jogos que mais me stressam são os da Taça de Portugal, porque sei da dificuldade que é defrontar equipas de escalão inferior e ganhar."
Final inserida no meio do playoff de subida faz sentido? "Para mim, o Torreense chega nas mesmas condições. Quando querem estar entre os melhores... É o que é. É o futebol. Se perguntassem ao míster Tralhão e mostrassem, com o calendário definido, que iam disputar o playoff de subida mas que também iam a uma final da Taça de Portugal, acho que ele assinava na hora. Não tenho dúvidas algumas. Não é por aí que o Torreense vai deixar de ser menos competitivo na final da Taça de Portugal ou no segundo jogo do playoff. As equipas que querem andar entre os melhores têm de saber lidar com isso, como nós também temos quando estamos na Liga dos Campeões."
Vai passar informação da entrada direta na Liga dos Campeões aos jogadores? "Acredito que é difícil abafar o que quer que seja, mas acredito que os jogadores não estão preocupados com isso, mas sim focados no que têm de melhorar ou não, no jogo que estamos a disputar. A motivação e o foco deles é em querer acabar a época com um troféu que é nosso. Queremos muito continuar com ele, e essa parte vai surgir no fim do jogo, mas não vai definir a entrega ou o rigor deles em relação ao jogo."
Modalidades, Académica e Académico: "Por último, quero deixar um abraço final e os parabéns a todas as conquistas das modalidades do Sporting. É muito merecedor, por todas as conquistas que têm tido, ao longo de toda a época. Deixo um abraço a todos eles, sem individualizar muito, porque são muitas conquistas, felizmente, para a história do clube. Enquanto treinador de futebol, deixa-me muito feliz olhar para as modalidades. Têm crescido, vendo de forma diferente, até mesmo sendo mais ativo a ver modalidades que não via antes. Parabéns a todas elas. Por último, um abraço e os parabéns a duas equipas que fazem parte do meu trajeto e que me marcaram: a Académica, pela subida ao escalão profissional, e o Académico de Viseu, que foi a equipa que me abriu as portas para o futebol profissional. Estou muito feliz por vê-los na Liga e pelas suas gentes humildades, com capacidade de crescimento, ao longo destes últimos anos."
