Recorde aqui as incidências do encontro
Depois de um empate 1-1 na primeira mão disputada no Minho, o Estádio Manuel Marques contou com lotação esgotada e vestiu-se de gala para decidir quem será o tomba-gigantes a juntar-se ao Sporting e carimbar uma final histórica no Jamor. Para os homens do Oeste, a vitória significaria o regresso ao Estádio Nacional 70 anos depois da única final disputada em 1956; já para os justiceiros, que afastaram Moreirense, Arouca e SC Braga, o triunfo valeria uma estreia absoluta no palco de decisões e, por isso, contaram com o apoio de centenas de adeptos que fizeram os 300km que separam as duas cidades.

A resistência dos justiceiros e o caso de Stopira
O favoritismo pertencia à turma da casa que ainda alimenta o sonho de subir à Liga Portugal, ocupando atualmente o lugar de play-off de subida da Liga 2. No entanto, o conjunto de Luís Tralhão não pôde contar com o melhor marcador Manu Pozo, Costinha e Pité. Por seu lado, Mário Ferreira viu-se obrigado a entregar a baliza a Tiago Martins após a expulsão de João Gonçalo no primeiro duelo.
O SCUT teve uma entrada contundente na partida e dominou os primeiros minutos sem criar grande perigo junto da baliza contrária e sem incomodar a sólida retaguarda dos minhotos. O Fafe conseguiu estabilizar com posses de bola prolongada e equilibrou o tabuleiro, tendo criado a primeira e única situação de perigo na primeira parte, quando o defesa central Leandro Teixeira apareceu na área contrária para desviar um cruzamento rasteiro muito perigoso, mas sem a pontaria necessária.
O jogo voltou a aquecer já em tempo de descontos: um ressalto na área fafense deixou a bola à mercê de Kévin Zohi em zona perigosa, mas o avançado hesitou num primeiro momento e João Vigário conseguiu travar o remate. Na sequência, a defesa aliviou a bola para a frente, João Santos iniciou a corrida mas foi travado em falta por Stopira. O árbitro Gustavo Correia mostrou amarelo ao central cabo-verdiano apesar dos protestos do Fafe.

David Bruno libertou o grito contido no Oeste
Sem substituições ao intervalo, o Torreense voltou a entrar com ímpeto e a atacar para a baliza onde estavam os seus adeptos. Apesar do assédio, o melhor que a turma da casa conseguiu foi um remate em arco de Luís Quintero que saiu à figura de Tiago Martins. Os visitantes começaram a acusar o desgaste físico e foram os primeiros a ir ao banco, lançando Vasco Braga.
As sucessivas paragens, forçadas por parte dos minhotos, tiraram ritmo e interesse à partida, mas o sangue fresco vindo do banco dos suplentes viria a revelar-se decisivo. Aos 84 minutos, Tiago Martins saiu mal a uma bola aérea, Kévin Zohi tentou empurrar para a baliza, mas um defesa do Fafe afastou o perigo em cima da linha. No entanto, no seguimento do lance, o rei das assistências Javi Vázquez fez um cruzamento rasteiro que encontrou o lateral do outro lado David Bruno completamente sozinho, para um remate cruzado indefensável que decidiu a partida a cinco minutos do fim.
Em tempo de descontos, o Fafe ainda tentou chegar ao empate, mas não conseguiu encontrar espaço para ferir a defesa local. A melhor ocasião pertenceu mesmo aos homens da casa, com Musa Drammeh a acertar no ferro de longa distância. No último lance da partida, o mesmo Drammeh saiu em contra-ataque e arrancou uma grande penalidade, que o capitão Stopira converteu para soltar a festa definitiva nas bancadas.
Assim sendo, os justiceiros falharam o apuramento histórico para a final da Taça de Portugal, enquanto o Torreense tem um reencontro com a história agendado para 24 de maio, no Jamor, diante do Sporting.
Melhor em campo Flashscore: David Bruno (Torreense).

