Taça de Portugal: Torreense vence Fafe e regressa ao Jamor 70 anos depois (2-0)

Atualizado
Torreense confirmou o favoritismo e venceu a partida
Torreense confirmou o favoritismo e venceu a partidaCARLOS BARROSO/LUSA

70 anos depois, o Torreense está de volta ao Estádio Nacional. Num duelo de nervos e muita entrega, a formação da Liga 2 venceu o Fafe por 2-0 (3-1 no agregado das duas mãos) e garantiu o lugar de tomba-gigantes na final da Taça de Portugal, onde vai defrontar o Sporting. Um golo do lateral David Bruno, aos 85 minutos, abriu o marcador e Stopira confirmou o apuramento com um penálti, aos 90+12 minutos, desfazendo a resistência heroica dos justiceiros da Liga 3 e marcando o reencontro do emblema do Oeste com a história.

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Depois de um empate 1-1 na primeira mão disputada no Minho, o Estádio Manuel Marques contou com lotação esgotada e vestiu-se de gala para decidir quem será o tomba-gigantes a juntar-se ao Sporting e carimbar uma final histórica no Jamor. Para os homens do Oeste, a vitória significaria o regresso ao Estádio Nacional 70 anos depois da única final disputada em 1956; já para os justiceiros, que afastaram Moreirense, Arouca e SC Braga, o triunfo valeria uma estreia absoluta no palco de decisões e, por isso, contaram com o apoio de centenas de adeptos que fizeram os 300km que separam as duas cidades.

Pontuações dos jogadores
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A resistência dos justiceiros e o caso de Stopira

O favoritismo pertencia à turma da casa que ainda alimenta o sonho de subir à Liga Portugal, ocupando atualmente o lugar de play-off de subida da Liga 2. No entanto, o conjunto de Luís Tralhão não pôde contar com o melhor marcador Manu Pozo, Costinha e Pité. Por seu lado, Mário Ferreira viu-se obrigado a entregar a baliza a Tiago Martins após a expulsão de João Gonçalo no primeiro duelo. 

O SCUT teve uma entrada contundente na partida e dominou os primeiros minutos sem criar grande perigo junto da baliza contrária e sem incomodar a sólida retaguarda dos minhotos. O Fafe conseguiu estabilizar com posses de bola prolongada e equilibrou o tabuleiro, tendo criado a primeira e única situação de perigo na primeira parte, quando o defesa central Leandro Teixeira apareceu na área contrária para desviar um cruzamento rasteiro muito perigoso, mas sem a pontaria necessária. 

O jogo voltou a aquecer já em tempo de descontos: um ressalto na área fafense deixou a bola à mercê de Kévin Zohi em zona perigosa, mas o avançado hesitou num primeiro momento e João Vigário conseguiu travar o remate. Na sequência, a defesa aliviou a bola para a frente, João Santos iniciou a corrida mas foi travado em falta por Stopira. O árbitro Gustavo Correia mostrou amarelo ao central cabo-verdiano apesar dos protestos do Fafe.

Estatísticas da partida
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David Bruno libertou o grito contido no Oeste

Sem substituições ao intervalo, o Torreense voltou a entrar com ímpeto e a atacar para a baliza onde estavam os seus adeptos. Apesar do assédio, o melhor que a turma da casa conseguiu foi um remate em arco de Luís Quintero que saiu à figura de Tiago Martins. Os visitantes começaram a acusar o desgaste físico e foram os primeiros a ir ao banco, lançando Vasco Braga. 

As sucessivas paragens, forçadas por parte dos minhotos, tiraram ritmo e interesse à partida, mas o sangue fresco vindo do banco dos suplentes viria a revelar-se decisivo. Aos 84 minutos, Tiago Martins saiu mal a uma bola aérea, Kévin Zohi tentou empurrar para a baliza, mas um defesa do Fafe afastou o perigo em cima da linha. No entanto, no seguimento do lance, o rei das assistências Javi Vázquez fez um cruzamento rasteiro que encontrou o lateral do outro lado David Bruno completamente sozinho, para um remate cruzado indefensável que decidiu a partida a cinco minutos do fim.

Em tempo de descontos, o Fafe ainda tentou chegar ao empate, mas não conseguiu encontrar espaço para ferir a defesa local. A melhor ocasião pertenceu mesmo aos homens da casa, com Musa Drammeh a acertar no ferro de longa distância. No último lance da partida, o mesmo Drammeh saiu em contra-ataque e arrancou uma grande penalidade, que o capitão Stopira converteu para soltar a festa definitiva nas bancadas.

Assim sendo, os justiceiros falharam o apuramento histórico para a final da Taça de Portugal, enquanto o Torreense tem um reencontro com a história agendado para 24 de maio, no Jamor, diante do Sporting.

Melhor em campo Flashscore: David Bruno (Torreense).

Estatísticas no final da partida
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