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Por mais que o guarda-redes Anderson tenha sido um dos nomes do jogo e garantido a primeira vitória do Verdão do Oeste em nove visitas a Itaquera, o volume de jogo alvinegro gerou uma expectativa de quase dois golos na partida (1,91). Oportunidades claras, aquelas em que a finalização ocorre cara a cara com a baliza, foram cinco.
As estatísticas ofensivas do ataque corintiano contra a Chape — e que vão entrar em campo contra o Estudiantes esta quarta-feira, em La Plata, para a Libertadores — não são um ponto fora da curva. Em termos de oportunidades claras de golo, contra o Santos, uma semana antes, ocorreu a mesma coisa. Foram duas finalizações de frente para o guarda-redes Brazão e nenhum golo marcado.
Nos últimos 10 jogos, somadas todas as competições, o Corinthians tem uma média de 0,8 golo por jogo. Yuri Alberto, ainda o melhor marcador da equipa com quatro golos (Brasileirão e Libertadores somados), está fora há nove jogos. Sem ele, que nem é assim tão matador (são 10 oportunidades claras perdidas na época, também nas duas competições), o ataque preto e branco está órfão.

Tanto que, na lista de marcadores, aparecem, também com quatro tentos, um central, Gustavo Henrique. E, com três golos, os não avançados André, Bidon, Bidu, Raniele e Garro.
Memphis, a regressar agora (ainda não jogou duas partidas inteiras seguidas após o Mundial), é mais um segundo avançado. Gui Negão, aos 19 anos, tem sentido a pressão dos jogos. Além de pouco utilizado, ainda não marcou em 2026. A lesão dos primeiros meses do ano também atrapalhou.
Se há poucos golos distribuídos por vários nomes, é porque o Timão, pelo menos na Libertadores, tem uma arma que vem demonstrando eficácia: a bola parada.

Entre todas as oito equipas que ainda estão na principal competição de clubes da América do Sul, o Corinthians é a que mais marcou seja de canto, em cruzamentos a partir de livres e até em lançamentos laterais. São seis golos assim, ou seja, 67% do total.
Se a solução a curto prazo parece complexa — ou será que Diniz vai colocar mais médios e interiores dentro da área? —, o Estudiantes também vem mostrando um ataque errático em 2026. Ainda mais quando se separam os jogos do campeonato argentino dos da Libertadores e da Taça da Argentina.
Timão nunca jogou fora do Brasil nos quartos de final
1996 - Eliminado
1.ª mão: 0-3 Grémio no Pacaembu
2.ª mão: 1-0 Corinthians no Olímpico
1999 - Eliminado
1.ª mão: 2-0 Palmeiras no Morumbi
2.ª mão: 2-0 Corinthians no Morumbi (Verdão nos pênaltis por 4 a 2)
2000 - Classificado (perdeu na semi para o Palmeiras)
1.ª mão: 1-1 Galo - Timão no Mineirão
2.ª mão: 2-1 Corinthians no Morumbi
2012 - Classificado (o ano do título contra o Boca)
1.ª mão: 0-0 contra o Vasco em São Januário
2.ª mão: 1-0 Corinthians no Pacaembu
2022 - Eliminado
1.ª mão: 2-0 Flamengo na Neo Química Arena
2.ª mão: 1-0 Flamengo no Maracanã
Na liga nacional, os três últimos jogos não tiveram golos. São duas derrotas (1-0 com o Vélez e 2-0 com o Sarmiento), além de um empate, 0-0 com o Newell's. O ponto de atenção é o histórico da equipa de La Plata como visitada. Em 12 jogos em toda a história do Estudiantes na Libertadores, são nove vitórias e três empates. Nos oitavos de final, o apuramento surgiu após uma vitória segura, no Chile, contra a Católica por 3-0.
O Corinthians, que está na sua 19.ª participação na competição, vai fazer o seu primeiro jogo fora do Brasil nuns quartos de final. Antes, nas cinco vezes em que chegou a esta fase da Libertadores, defrontou adversários brasileiros. Passou duas vezes e caiu em três.
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