Recorde as incidências da partida

O Palmeiras dominou a posse de bola e permitiu poucas investidas ao Cerro Porteño, impondo-se como costuma fazer frente a adversários estrangeiros na Libertadores. A dúvida era se conseguiria transformar esse domínio em golo.
Durante a primeira meia hora, não pareceu capaz, limitando-se a remates de meia distância. Quando melhorou, fê-lo com as suas principais armas: Flaco López e a bola parada.
Num canto conquistado após um remate de fora da área de López, Murilo desviou e a sobra sobrou para Allan. Debaixo da baliza, acertou na trave e desperdiçou a melhor oportunidade da partida até então.
Ainda assim, pouco depois, Marlon Freitas descobriu Allan com um excelente passe longo. O avançado assistiu ao segundo poste, onde Jhon Arias apareceu de carrinho para inaugurar o marcador.
Um golo acidental
O Cerro Porteño regressou mais ligado para a segunda parte. A postura foi, inclusive, elogiada pelo treinador Ariel Holan na pausa para hidratação. A equipa passou a ter mais bola e a procurar o remate.
O Palmeiras permitiu esse crescimento do adversário. Precisou de quase 30 minutos para fazer o seu segundo remate na etapa complementar e colocou-se numa posição em que um lance fortuito - de sorte para um lado, de azar para o outro - podia fazer estragos.

Foi exatamente o que aconteceu aos 27 minutos, quando Juan Iturbe rematou de fora da área. A bola ainda desviou e bateu no poste, mas acabou por embater nas costas de Carlos Miguel, resultando no golo que valeu um ponto ao Cerro Porteño.
O Palmeiras ainda tentou reagir e esteve perto de voltar à vantagem. Já nos descontos, Murilo cabeceou, à queima-roupa, na sequência de um livre cobrado por Andreas Pereira, mas a bola saiu à figura de Alexis Arias.
