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A treinadora da equipa da casa, Elena Sadiku, manteve a confiança no onze inicial que venceu a primeira mão, e a aposta foi recompensada com dois golos nos primeiros nove minutos, que deixaram o Hammarby com uma montanha para escalar.

O primeiro surgiu aos seis minutos: após um livre lançado da linha de meio-campo ter sido afastado, o Hacken manteve a pressão pela esquerda, onde o passe de Alva Selerud encontrou Schroder à entrada da área. A avançada rodou e rematou fora do alcance de Melina Loeck. As Getingarna (Vespas) não descansaram sobre os louros e procuraram o segundo, que chegou apenas três minutos depois. Um passe picado de Monica Jusu Bah foi soberbamente amortecido por Anna Anvegard para o caminho de Schroder, que desviou a bola da guarda-redes com facilidade.
O técnico do Hammarby, William Stromberg, não esperou mais do que 14 minutos para mexer, lançando Fanny Peterson para o lugar de Gudrun Arnardottir para mudar o sistema tático. Schroder voltou a ameaçar numa altura em que a substituição dava ideia de ter pouco impacto, quando as Bajen reduziram: no ataque seguinte, as visitantes levaram a bola até Stina Lennartsson na direita, esta cruzou com precisão e Svea Rehnberg cabeceou para o golo aos 26 minutos.
A equipa de Estocolmo viveu então o seu melhor período no jogo. Peterson esteve perto de empatar a partida com um remate travado pela guardiã Fanney Birkirsdottir, e Elin Sorum viu um bom esforço sair ligeiramente ao lado. No entanto, o intervalo chegou com o Hammarby ainda a precisar de dois golos para igualar a eliminatória.
O cenário mudou apenas dois minutos após o reatamento: um canto de Vilma Koivisto encontrou a cabeça de Sorum, que colocou a bola no ângulo superior, longe do alcance de Birkirsdottir, fazendo o 2-2 em Gotemburgo.
Contudo, a equipa da casa não tremeu perante a pressão e restaurou a vantagem de dois golos no total da eliminatória apenas seis minutos depois. A inspirada Schroder partiu a defesa do Hammarby com uma brilhante tabela com Anvegard, isolando-se para finalizar com frieza e completar o hat-trick.
O golo foi um balde de água fria para o Hammarby, que não voltou a importunar a baliza contrária até aos descontos, quando Vilde Hasund viu um cabeceamento ser defendido após um canto. Mesmo que a bola tivesse entrado, seria tarde demais. O Hacken segurou o triunfo por 3-2 perante os seus adeptos e a festa teve início.
Com esta vitória por 4-2 no agregado, o Hacken torna-se o primeiro clube sueco (masculino ou feminino) a vencer um troféu europeu desde que o Umea conquistou a Liga dos Campeões feminina em 2004. O Hammarby volta a ficar pelo quase, depois de já ter sido vice-campeão atrás do Hacken na última liga sueca, embora tenha nova oportunidade de desforra na final da Taça da Suécia, daqui a duas semanas.
