Exclusivo com Sofia Reidy (Hammarby) antes da segunda mão da Taça Europa: "Ser caçadoras assenta-nos bem"

Sofia Reidy (à direita) disputa a posse de bola na primeira mão da Taça Europa
Sofia Reidy (à direita) disputa a posse de bola na primeira mão da Taça EuropaCaisa Rasmussen / Bildbyran Photo Agency / Profimedia

Depois de sair de Estocolmo com uma desvantagem de um golo, na primeira mão da final da Taça Europa, frente ao Hacken, as jogadoras do Hammarby seguem para Gotemburgo com a ambição intacta.

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A jovem defesa Sofia Reidy falou sobre a mentalidade ofensiva da sua equipa, a influência da capitã Alice Carlsson e a importância fundamental dos adeptos – o verdadeiro "12.º jogador" – para inverter a eliminatória e conquistar esta primeira edição da nova competição europeia feminina, a Taça Europa.

- Como se sentes antes da segunda mão? Perderam o primeiro jogo por 1-0 e agora vão jogar fora, em Gotemburgo.

- É uma situação única para nós. Nas rondas anteriores, normalmente chegávamos à segunda mão em vantagem ou depois de vencer o primeiro jogo. Mas penso que estar nesta posição de "caçadoras" é perfeito para podermos atacar. Adoramos jogar um futebol ofensivo e vamos ter mesmo oportunidade de o mostrar esta sexta-feira. Apesar de ser fora, estou convencida de que vamos ter todo o apoio necessário e que nos vamos sentir em casa em Gotemburgo.

- Falando dos adeptos, fizeram um tifo incrível na primeira mão. O que pode dizer sobre essa paixão?

- Pode parecer um cliché, mas são mesmo o nosso 12.º jogador. Dão-nos imensa energia e sentimos sempre o seu apoio. Estar em desvantagem e saber que estão connosco motiva-nos a jogar ainda melhor por eles.

- O que podemos esperar na sexta-feira? Há surpresas preparadas?

- Vamos aproveitar os aspetos positivos do jogo em casa. Identificámos alguns pequenos ajustes que acreditamos que vão fazer uma grande diferença no relvado. Estamos ansiosas pela partida.

- Esta é a primeira edição da Taça Europa e a final é totalmente sueca. O que significa para si?

- Mostra que o futebol sueco continua forte e mantém-se como uma das melhores ligas do mundo. Conhecemo-nos bem, já que nos defrontamos muitas vezes na Liga, por isso é divertido encontrarmo-nos também aqui.

- E quanto ao lado histórico de poderem ser as primeiras a levantar este troféu?

- É mesmo especial. Quando jogas pelo Hammarby, queres conquistar troféus, e este é importante. Vencer logo a primeira edição seria verdadeiramente excecional.

- Joga muitas vezes ao lado da Alice Carlsson na defesa. O que ela transmite enquanto capitã de longa data do clube?

- Fora do campo, a Alice é uma pessoa fantástica. É a nossa capitã e faz questão de integrar toda a gente, como se fosse uma família. Para jogadoras novas como eu, é perfeita a transmitir a cultura do Hammarby e o que significa jogar para estes adeptos. No relvado, transmite-me calma. Tira o melhor de mim e, sinceramente, de todas as jogadoras da equipa.

- O plantel é muito jovem, com uma média de idades de 24,1 anos na primeira mão. Como é jogar numa equipa com tanto talento jovem?

- É muito inspirador. O Hammarby quer dar oportunidades às jogadoras jovens e o clube prova isso. É preciso equilíbrio entre juventude e experiência, como a da Alice. Os treinadores acreditam em nós e é um momento muito entusiasmante.

- Vão defrontar o Hacken novamente noutra final (Taça da Suécia) dentro de algumas semanas. O que significaria trazer dois troféus para Estocolmo até ao final de maio?

- O nosso objetivo é claramente vencer ambos. Seria muito especial, mas para já estamos apenas concentradas na exibição de sexta-feira antes de pensar mais além.

- Vai defrontar Felicia Schroder, colega de seleção. É difícil marcá-la?

- Fora do relvado, é uma pessoa adorável, mas dentro de campo é mesmo "irritante" de enfrentar. É rápida e imprevisível – com ela, temos sempre de esperar o inesperado. Tem muita qualidade e é um desafio interessante.

- Então, como planeiam travar a sua velocidade no contra-ataque?

- Temos de travar os contra-ataques delas mais à frente no relvado. É a principal arma delas, por isso temos de evitar o perigo logo no início. Isso implica reagir mais rápido quando perdemos a bola, manter a posse o máximo possível e recuperá-la imediatamente após a perda.

- Já marcou alguns golos esta época. Preferes marca ou manter a baliza inviolada?

- É difícil escolher! Sou defesa, por isso talvez prefira não sofrer golos. Mas se puder ajudar a equipa a marcar, é sempre uma sensação fantástica, especialmente quando posso subir um pouco no terreno.

- Vai disputar esta segunda mão da final na sua cidade natal, Gotemburgo. A família vai estar presente?

- Sim, claro! Só consegui quatro bilhetes, mas acho que vão estar muito mais do que quatro pessoas a apoiar-me nas bancadas.

- Por fim, quais são as suas ambições para o Hammarby até ao final da época?

- Conquistar troféus, vencer o campeonato sueco e praticar um futebol atrativo. Definimos padrões elevados para nós próprias e acreditamos mesmo que o podemos alcançar.