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O emblema xeneize sofreu uma eliminação precoce na fase de grupos da Libertadores de 2026, o seu grande objetivo, ao terminar em terceiro lugar num grupo em que se apuraram a Universidad Católica e o Cruzeiro. A eliminação do torneio surgiu na última jornada, em casa.
Um golpe duro para o orgulho de um clube histórico que conquistou a Libertadores pela última vez em 2007 e que não consegue levantar um troféu internacional desde a Recopa Sul-Americana de 2008.
Agora, com a Taça Sul-Americana, têm a oportunidade de quebrar a sua maré de azar internacional. Os argentinos venceram por 1-0 na 1.ª mão, na Bombonera, liderados por um excelente Leandro Paredes, que vinha de disputar a final do Mundial-2026 apenas alguns dias antes.

Mas, além da sua grande estrela, o clube não está no seu melhor momento. Na sua estreia no campeonato, o Boca sofreu uma derrota contundente por 3-0 frente ao Deportivo Riestra.
“Preocupa-me que não consigamos recuperar dessa derrota. Seria uma estupidez que nos causasse mais danos do que já nos causou”, comentou à imprensa Rodolfo Arruabarrena, técnico do Boca, no último domingo.
“O balneário está um cemitério, e é normal que doa. Mas amanhã temos de começar a preparar-nos para a partida contra o O’Higgins. Não há tempo para lamentações”, acrescentou Arruabarrena.
A partida da segunda mão será disputada esta madrugada, às 01:30 (horário de Lisboa), no estádio El Teniente, em Rancagua, a cerca de 90 km de Santiago. O vencedor desta série enfrentará, nos oitavos de final, o paraguaio Deportivo Recoleta.
Uma deceção atrás da outra
Desde o fim daquela gloriosa primeira década deste século, quando conquistou quatro Libertadores, o Boca acumula três finais perdidas contra o Corinthians (2012), o River Plate (2018) e o Fluminense (2023), além de um desempenho internacional recente que não faz jus àqueles anos.
A eliminação precoce da Libertadores frente à Universidad Católica do Chile provocou a saída do então técnico Claudio Úbeda e abriu caminho para o regresso de Arruabarrena.
O técnico argentino tem o desafio de recuperar o prestígio na Taça que o clube conquistou com treinadores como Carlos Bianchi, que, no início deste século, chegou a derrotar gigantes como o Real Madrid e o Milan.
Em 2025, o Boca foi eliminado na fase preliminar da Libertadores nos penáltis na Bombonera e um ano antes havia sido eliminado nos oitavas de final da Taça Sul-Americana pelo Cruzeiro.
Já sem o veterano Edison Cavani, o clube reforçou-se com os colombianos Álvaro Montero, na baliza, e Sebastián Villa, o avançado que iniciou a sua segunda passagem pelo Boca, além do defesa uruguaio Leandro Lozano.
“Estamos a melhorar aos poucos, entendendo o que o Vasco (Arruabarrena, o técnico) quer”, afirmou o uruguaio Miguel Merentiel, autor do único golo na partida contra o O’Higgins.
Nada a perder
O Boca Juniors ainda é um dos clubes de maior prestígio do continente, mas está cada vez mais longe de ser o clube mais poderoso da América. O’Higgins, que conta com apenas dois títulos na sua história e está na zona intermediária da tabela do campeonato chileno, procurará, diante dos seus adeptos, aproveitar a quebra dos Xeneize.
O seu principal desafio será manter a mesma intensidade durante os 90 minutos e aproveitar a fragilidade defensiva dos argentinos, especialmente em jogadas de bola parada.
“No segundo tempo (contra o Boca), o grande desgaste que esse grupo de jogadores tem vindo a enfrentar prejudicou-nos. São 39 partidas, incluindo a de hoje, uma média de 8 jogos por mês”, lamentou Lucas Bovaglio, técnico da equipa chilena, após a primeira mão.
