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Chapecoense e Atlético Nacional novamente juntos no local do desastre que vitimou 71 pessoas

A memória da Chapecoense e do Atlético Nacional
A memória da Chapecoense e do Atlético NacionalJaime SALDARRIAGA / AFP / AFP / Profimedia

Dez anos após a tragédia aérea de 2016, Chapecoense e Atlético Nacional reencontram-se em Medellín para recordar as 71 vítimas. Em campo, braçadeiras comemorativas, um longo aplauso aos 10 minutos e a presença de Hélio Neto, um dos sobreviventes.

Dez anos depois da tragédia aérea que dizimou a Chapecoense e abalou o mundo do futebol, o clube brasileiro e o Atlético Nacional reencontraram-se em Medellín para um dia dedicado sobretudo à memória.

No Atanasio Girardot, o mesmo estádio que, em 2016, deveria receber a primeira mão da final da Sul-Americana entre as duas equipas, o jogo terminou empatado 1-1. O resultado, porém, ficou em segundo plano face à homenagem às 71 vítimas do acidente ocorrido a 28 de novembro de 2016.

Os jogadores das duas equipas entraram em campo com uma braçadeira com a inscrição “71 siempre presentes”. Antes do apito inicial, reuniram-se no centro do relvado para os hinos nacionais e posaram depois juntos para uma fotografia simbólica.

Aos 10 minutos, o jogo foi interrompido e todo o estádio se levantou para um longo aplauso em memória das vítimas. Entre os presentes estava também Hélio Neto, antigo jogador da Chapecoense e um dos seis sobreviventes do acidente.

“Espero, de todo o coração, que esta fraternidade dure ainda muitos anos”, declarou Neto, agradecendo uma vez mais ao Atlético Nacional pelo apoio prestado após a tragédia.

Foi precisamente o clube colombiano que, nos dias seguintes ao desastre, pediu à CONMEBOL que atribuísse à Chapecoense a Sul-Americana de 2016, que viria a tornar-se o primeiro e único troféu internacional do clube brasileiro.

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