Recorde as incidências do encontro
Ainda faltam duas semanas para o início oficial da temporada, mas o Sporting já se apresentou numa versão próxima daquilo que Rui Borges espera para a nova época. É certo que o desenho ainda não está concluído, o que explica que Eduardo Felicíssimo tenha sido titular no jogo de apresentação apesar de não constar na lista dos 30 jogadores da equipa principal, mas parece mais perto da fórmula pretendida pelo técnico leonino.

Flávio deu nas vistas, Altimira dominou o miolo
A revolução operada por Frederico Varandas deu que falar, embora tenha sido encarada de forma natural pelo próprio. O fim de um ciclo em Alvalade, que deverá ficar confirmado depois da saída de Pedro Gonçalves, que apareceu no Troféu Cinco Violinos em jeito de despedida, marca definitivamente uma era nova para Rui Borges. Se Alvalade terá a sua versão 2.0, o tiki tasca do técnico de Mirandela também evolui para uma nova fórmula.
É um Sporting mais robusto, com Altimira, que dominou o meio-campo diante do Mónaco, e Issa Doumbia, menos confortável do que esteve frente ao Estrasburgo, na esquerda do ataque. A posição do italiano foi explicada pela entrada de Flávio Gonçalves no onze. O jovem leão começa a conquistar Rui Borges e os adeptos e foi o melhor da primeira parte bem conseguida do conjunto verde e branco.
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Os primeiros 30 minutos foram de intenso domínio leonino. Zalazar (5') e Rafael Nel (13') desperdiçaram boas oportunidades já na área do Mónaco, mas foi fora da mesma que Geny Catamo criou o lance de maior perigo, rematando ao poste aos 16 minutos.
A forte pressão do conjunto de Rui Borges obrigou o Mónaco a jogar de forma precipitada e forçou erros que podiam ter sido melhor aproveitados, não fosse a falta de eficácia evidente aos 17 minutos, desta vez com Hradecky a intervir com classe para negar o golo a Flávio Gonçalves, depois de um passe de calcanhar de Rafael Nel.
O peso nas pernas começou a sentir-se à meia hora de jogo e foi aí que o Mónaco, que tem a preparação ligeiramente mais atrasada, aproveitou para dar um ar da sua graça, ainda que sem incomodar João Virgínia. O guarda-redes, que também pode estar de saída de Alvalade, não foi posto à prova porque Eduardo Quaresma interveio no momento certo para evitar uma finalização de Detourbet na grande área e porque Flávio Nazinho (31'), ex-Sporting, rematou ao lado pouco depois.
Perfume de Jesse e o cheiro a despedida de Pote
A segunda parte trouxe um novo equipamento, mas também novas caras na equipa leonina. Uma delas, Pedro Gonçalves, está de saída, mas voltou a mostrar que, futebolisticamente, ainda podia acrescentar à equipa de Rui Borges, mesmo na versão 2.0 do tiki tasca.
O camisola 8 estava com vontade de se mostrar pela última vez aos adeptos leoninos e acabou por ter intervenção direta no lance que desbloqueou o encontro, ao isolar Luís Guilherme para o cruzamento que resultou no golo de Rafael Nel (54'). Oportuno, o jovem avançado mergulhou de cabeça para fazer o 1-0.
O Mónaco foi um bom convidado e facilitou a festa verde e branca, embora Felipe Luís, novo técnico do conjunto francês, mostrasse desagradado desde a linha lateral. As alterações, depois de um livre perigoso do desinspirado Golovin (64') não ajudaram e o 2-0 para o Sporting chegou logo a seguir, num gesto de classe do camisola 28 Jesse Derry (68'), que se inspirou em Cristiano Ronaldo para escolher o número da camisola e rematou à altura da responsabilidade, com a bola ainda a bater no poste da baliza monegasca.
O golaço do inglês levantou as bancadas, mas não tanto como a saída de Pedro Gonçalves. Muito para lá da apresentação e do triunfo claro da equipa de Rui Borges, a despedida do internacional português de Alvalade, com direito a cântico das bancadas, foi mesmo o momento da noite. É o fim de uma era.
