Futsal: Treinadores lamentam "confusão enorme" com a bancada no Nun'Álvares-Benfica

Jogo marcado por ânimos quentes
Jogo marcado por ânimos quentesFPF

Declarações após o jogo Nun’Álvares – Benfica (1-4), o segundo da final do campeonato nacional feminino de futsal, disputado este sábado, no Pavilhão do Nun’Álvares, em Fafe.

Recorde aqui as incidências do encontro

Paulo Tavares (treinador do Nun’Álvares):

“Sabíamos que o jogo não ia ser fácil. Era importante entrar bem e fazer aquilo que fizemos no Pavilhão da Luz. Precisavam de jogar desinibidas. Não o conseguimos fazer. Estivemos sempre com muita ansiedade. Em termos defensivos, nunca colocámos a pressão que queríamos. Isso deu força ao Benfica. Quando sofremos aquele primeiro golo muito esquisito, isso ainda intranquiliza mais a equipa.

Na segunda parte, entrámos bem, criámos situações de golo e conseguimos reduzir para 2-1. Outro erro básico dá o 3-1 ao Benfica. Aí, as coisas ficaram difíceis. Havia a hipótese de, a 04:20 minutos do fim, o penálti dar o 3-2. A paragem de jogo acabou por retirar o foco. Falhando o penálti, ficou muito difícil para nós.

Jogámos a Supertaça com o Benfica e tivemos uma atitude incrível (vitória do Nun’Álvares por 3-2, após prolongamento), jogámos a Taça da Liga e tivemos uma atitude incrível (vitória em penáltis por 5-4, após 1-1) e fomos para a Taça de Portugal e aconteceu-nos isto (derrota por 1-0). A equipa não se libertou da ansiedade e perdemos. No passado sábado, a equipa não teve receio e conseguiu vencer. Hoje, a equipa não contrariou a ansiedade. Isso limita muito o nosso jogo.

A jogadora do Benfica saiu de cabeça quente e acabou por insultar a bancada. Isto não pode acontecer. Houve uma ou duas pessoas que responderam. Deu-se uma confusão enorme. As pessoas têm de se capacitar que isto é desporto. Desporto é bonito quando sabemos perder e sabemos ganhar. São situações tristes que espero que não voltem a acontecer”.

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Paulinho Roxo (treinador do Benfica):

“Estivemos muito abaixo no primeiro jogo. O Nun’Álvares chegou lá (ao Pavilhão da Luz) e impôs-se. Já vinha com o espírito de final. O espírito tem de estar aqui dentro. Elas tinham de estar preparadas e ativas. Foi uma grande resposta. A eliminatória está 1-1. Temos novamente o fator casa, mas, se baixarmos um bocadinho e não fizermos um jogo tão bom ou melhor do que este, o Nun’Álvares tem todas as condições para ir a nossa casa ganhar.

No campeonato feminino, isto é o equivalente ao Sporting – Benfica. São duas equipas com muita qualidade. Se uma equipa estiver um pouco abaixo, a outra vai-se superiorizar. O Nun’Álvares não esteve mal hoje. Este jogo foi mais equilibrado do que o da Luz. Se uma equipa estiver num dia menos bom, a outra vai ganhar. Temos de descansar, de retirar lições deste jogo e de melhorar no próximo.

Não concordo que isto aconteça, mas as emoções estão à flor da pele numa final de campeonato. Não gosto disto, sinceramente, mas a bancada estava viva. É isso que faz o futsal: ter a bancada perto. O jogo estava 3-1. O 3-2 poderia mudar a história. Gosto do futsal por este tipo de emoção. Não concordo com o que aconteceu, mas por vezes acontece, mais no feminino do que no masculino. Neste jogo, não havia policiamento, só segurança. Talvez no quarto jogo, haja mais segurança”.