Recorde as incidências da partida
Antes do apito inicial, Cassiano Klein apostou num cinco com Léo Gugiel, Afonso Jesus, Diego Nunes, Lúcio Rocha e Higor de Souza. Já Nuno Dias escolheu Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Bruno Maior, Wesley e Pauleta. Foi entrar a marcar. O relógio marcava o segundo 38 quando um remate forte Lúcio Rocha abriu as hostilidades para o Benfica no Pavilhão da Luz, num lance em que Bernardo Paço não ficou muito bem na fotografia.
O duelo começou de forma frenética e assim continuou. Na resposta, aos dois minutos, Zicky assistiu Pauleta que atirou centímetros ao lado do alvo. Na sequência de um livre direto, aos três minutos, Alex Merlim viu os ferros negarem-lhe o empate. Seguiu-se um festival de ataques com dois guarda-redes, Léo Gugiel e Bernardo Paço, a exibirem-se num grande plano.
O perigo continuava a rondar as duas áreas, mas ora os reflexos dos guardiões, ora a ineficácia dos atacantes iam mantendo a magra vantagem encarnada. Até ao descanso, as águias apostaram mais vezes num 4x0 coeso e tentavam explorar os lances de contra-ataque, ao passo que os leões conseguiam aproximar-se da área contrária, mas foram pouco incisivos nos momentos de finalização. Os primeiros 20 minutos passaram num ápice e deixavam tudo em aberto para a etapa final.
Dérbi de loucos na Luz
No reatamento, Zicky deixou o primeiro aviso, no entanto, os reflexos de Gugiel travaram os planos do camisola seis leonino. Decorriam 25’ quando Diego Nunes arrancou, entrou na área, picou a bola e apenas os reflexos de Bernardo Paçó fizeram com que o ala não dilatasse a vantagem dos anfitriões.
Volvidos três minutos, Zicky embalou e quando se preparava para festejar o empate surgiu o guarda-redes benfiquista que defendeu o remate com a face e ficou a sangrar. Já com Diogo Carrera em cena, Bernardo Paçó subiu na quadra, arriscou um remate e a trave defendeu a tentativa do número 16 do Sporting. Os verdes e brancos perdoavam e aos 29’ os encarnados fizeram o inverso, Diego combinou com Higor, fugiu à marcação de Zicky e assinou um excelente golo, o 11.º na prova.
Encostados à parede, os visitantes foram em busca do prejuízo e colecionaram uma série de ocasiões, primeiro Tomás Paçó não conseguiu ludibriar Gugiel, a sete minutos dos 40, Zicky, sempre ele, deixou Raul Moreira para trás e lançou um míssil que foi parado pela barra, na sequência, o pivot voltou a ameaçar, mas não acertou no alvo.
Pelo meio, Silvestre Ferreira viu o poste impedir que fizesse um golaço que daria o 3-0 aos da casa. Aos 34', num lance de bola parada, Wesley fez a assistência, Higor falhou a interceção e Felipe Valério, ao segundo poste, não se fez de rogado e encurtou distâncias.
Num dérbi de loucos, o Sporting quase empatou, mas Zicky não finalizou a preceito. No tudo ou nada, Nuno Dias apostou no guarda-redes avançado Merlim e a parte final foi imprópria cardíacos, o Sporting dava tudo para chegar ao empate, um corte milagroso de Lúcio cortou um desvio de Diogo Santos para Bruno Pinto, Valério atirou ao lado, na resposta Bernardo voou e defendeu uma tentativa de Arthur, a 22 segundos dos 40’, Valério ficou a centímetros do bis e no último suspiro Jacaré vestiu a pele de herói e tirou o pão dos pés de Alex Merlim.
Os campeões nacionais aguentaram a pressão final do rival da 2.ª Circular e colocaram-se assim em vantagem no duelo inaugural desta série à melhor de cinco jogos, sendo que o próximo encontro está agendado para terça-feira, às 21:15, no Pavilhão João Rocha.

