Futsal: Declarações dos treinadores após o Benfica-Sporting (5-5, 8-7)

Cassiano Klein, treinador do Benfica
Cassiano Klein, treinador do BenficaSL Benfica

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Benfica-Sporting (8-7, após penáltis), o terceiro da final do play-off do campeonato nacional de futsal, realizado no domingo, em Lisboa.

Recorde as incidências da partida

Cassiano Klein (treinador do Benfica):

“O mais desafiante de se conseguir construir uma empresa ou uma equipa de futebol é quando as pessoas que estão fora, que não foram chamadas, se sentem parte da equipa.

São situações que não se conseguem mensurar, não conta pontos, mas deixa uma sensação de orgulho de saber que estamos cada vez mais a construir uma equipa. Não sabemos se vamos ganhar ou perder, mas estamos cada dia mais fortes, acredito que sim. Acho que essa sensação de orgulho é o maior sentimento que está ao redor do nosso balneário.

(Diogo Carrera foi a figura, ao defender duas grandes penalidades) É um menino fascinante, muito humilde também, e devemos falar do Vitor Hugo, que é o treinador de guarda-redes, que faz um trabalho fantástico com os três - o Léo (Gugiel) o Carrera e o André Correia, e acho que também vem um pouco da confiança que o Carrera sente a partir do Léo e do André Correia.

Acreditamos que o próximo jogo vai ser muito disputado e espero que consigamos criar a mesma atmosfera que no jogo de hoje, mas, honestamente, tenho a certeza de que a equipa do Sporting vai aumentar o nível e precisamos de aumentar o nosso para que possamos fazer um grande jogo na próxima partida”.

Nuno Dias (treinador do Sporting):

“Se calhar, o Benfica aproveitou melhor os nossos erros. Se analisarmos como aconteceram os golos e de onde surgiram, situações de perda de bola, de livres, em que antes tivemos situações de finalização, não marcámos e depois acabámos por dar-lhes dois livres em que fizeram dois golos.

Marcaram mais um golo, de uma lateral no nosso meio-campo, tínhamos posse de bola e perdemos, fizeram os golos em 'roubos' da nossa posse.

Vamos tentar recuperar bem, corrigir algumas coisas, melhorar o que já estamos a fazer bem e jogar nos limites, como jogámos hoje, e perceber que este tipo de jogos ganham-se em pequenos centímetros e em décimos de segundo. Ou chegamos primeiro, chegamos à frente e temos vantagem, ou não conseguimos fazê-lo antes, mais depressa, e vamos ter desvantagens.

Este é um jogo de vantagens, em que quem aproveitar melhor em função do tipo de jogo, as vantagens que vai ter durante o jogo, vai ser mais feliz e vencer. Fizemos muitas coisas bem, recuperámos de uma desvantagem num campo difícil e estivemos quase a vencer, depois, nas grandes penalidades, sabemos que têm sido muitas as vezes em que não fomos felizes.

Se tivéssemos ganho, se calhar tínhamos estado bem taticamente e teria sido boa tática. Se tivéssemos ganho na grande penalidade do Merlim, a quinta, qual pergunta me faria? Melhorar taticamente no quê, não é? Sem analisar o jogo, não consigo responder o que podemos melhorar taticamente. Sei que estivemos perto e conseguimos fazer essas recuperações (no resultado), num sítio difícil (Luz).

Só uma equipa competente, com qualidade e a acreditar até ao fim que é possível e que era capaz consegue reduzir, igualar, ir para prolongamento e para grandes penalidades, estar na frente do desempate, mas depois não conseguimos concretizar a última, e o Benfica está na frente da eliminatória por 2-1”.

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