Recorde as incidências da partida
Nuno Dias desenhou um cinco inicial com Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Pauleta, Alex Merlim e Diogo Santos, já Cassiano Klein apostou em Léo Gugiel, Silvestre Ferreira, Arthur, Carlos Monteiro e Kutchy.
Em desvantagem na eliminatória, o Sporting assumiu as rédeas do encontro e logo ao minuto dois Tomás Paço desferiu um remate que saiu a escassos metros do alvo. Na resposta das águias Pauleta, qual pronto socorro, deu o corpo às balas e impediu que Afonso Jesus alvejasse a baliza verde e branca. Segundos depois, Tomás voltou a deixar um sério aviso, mas pecou na pontaria.
Contra a maré, à passagem do minuto cinco, o Benfica inaugurou o marcador. Na sequência de um livre direito, Arthur calibrou a mira, rematou com força e direção e deixou os encarnados na liderança do placard. Foi o 15.º remate certeiro do ala brasileiro no campeonato.
Os leões sentiram o golpe, demoraram alguns minutos para se recomporem e apenas aos sete minutos deram sinais de vida. Bruno Pinto desperdiçou duas ocasiões flagrantes, mas à terceira tentativa, num contra-ataque aos nove minutos, ultrapassou Afonso e não perdoou no frente a frente com Gugiel. O internacional chegou ao tento 33 na competição.
A partida continuou a ser jogada num ritmo intenso, com o perigo a pairar nas duas áreas. Léo Gugiel testou os reflexos de Bernardo Paçó e na sequência Ivan Chishkala foi travado por um voo picado do guardião benfiquista. Em seis minutos, Bruno Pinto bisou e colocou os sportinguistas pela primeira vez em vantagem nestas finais. Felipe Valério rematou rasteiro, Gugiel defendeu, a bola tocou em Diego Nunes que acabou, de forma involuntária, por assistir o camisola 25, que ao segundo poste, apenas teve de encostar para o 2-1.
Até ao intervalo, Pauleta, Zicky e Alex Merlim – deixou a baliza a estremecer – rondaram o terceiro golo, ao passo que o Benfica, foi alternando entre o 4x0 e o 3x1, teve muitas dificuldades em contornar a pressão asfixiante do opositor e apenas a cinco segundos do descanso assustou o reduto contrário com Arthur a ameaçar o empate.
Seis rugidos do Sporting decidiram o dérbi na etapa final
No recomeço, à passagem dos 22’, Bernardo Paço subiu na quadra, assistiu Zicky que ampliou a vantagem dos anfitriões com um toque de classe.
Voraz, o leão não tirou o pé do acelerador e segundos depois voltou a rugir, desta feita por intermédio de Tomás Paçó que finalizou um contra-ataque construído por Wesley.
Atordoado, o campeão nacional sentiu a ausência do lesionado André Coelho e Zicky aproveitou para colecionar mais intervenções perigosas, na mais flagrante, aos 25’, rematou ao poste. Em dois avisos seguidos, Carlos Monteiro e Lúcio Rocha, respetivamente, tentaram estancar a pressão contrária, mas Bernardo disse sempre presente.
A dez minutos dos 40, Pauleta não se fez de rogado após uma intervenção incompleta de Gugiel e à lei da bomba escreveu o quinto golo dos comandados de Nuno Dias deixando o jogo praticamente sentenciado, algo que Wesley fez volvidos três minutos.
O Benfica perdeu a bola em zona proibitiva, Diogo Santos recuperou o esférico, assistiu o brasileiro que não vacilou e assinou o 6-1. No lance seguinte, Arthur encontrou Jacaré sem marcação na zona do segundo poste e o Benfica encurtou distâncias.
A possível reação dos forasteiros durou pouco, na cobrança de um livre direto, Alex Merlim deixou ludibriou a barreira encarnada e deixou os da casa com uma almofada de cinco golos para gerir a seis minutos do apito final. E a chuva de golos não parou, Bernardo rematou, a bola tocou na anca de Diogo Santos que carimbou a chapa oito.
O terceiro duelo da final está agendado para este domingo, às 21:00, no Pavilhão da Luz, sendo que quatro dias depois, teremos um novo dérbi, desta vez, no Pavilhão João Rocha. Caso seja necessário, o quinto e derradeiro encontro desta final está marcado para o dia 28, no Pavilhão da Luz.

