A posição oficial do clube encarnado surge em claro contraste com o tom adotado pelo seu próprio treinador no final da partida. Instantes após o apito final, Cassiano Klein tentou desdramatizar o golo anulado às águias e elogiou o trabalho da equipa de arbitragem.
"A arbitragem portuguesa é uma das melhores do mundo e não é simples apitar um jogo com tanta intensidade. É um lance de interpretação. Foi um jogo muito bem jogado, também muito bem apitado e mérito para o Sporting, que foi o vencedor", disse.
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No entanto, a direção das águias não subscreveu as palavras do técnico e veio a público apontar o dedo às decisões da equipa de arbitragem. O momento de maior discórdia ocorreu na segunda parte, quando Carlos Monteiro viu ser-lhe invalidado um golo que colocaria o Benfica em vantagem.
"As Leis do Jogo são claras: um golo marcado com o ombro é válido. Apesar de ter revisto as imagens através do suporte de vídeo, a equipa de arbitragem decidiu anular o lance. Uma decisão absolutamente inadmissível, ainda mais grave por ter sido tomada após o recurso à tecnologia", pode ler-se na nota emitida pelo clube.
Além do lance de Carlos Monteiro, o comunicado encarnado aponta falhas no capítulo disciplinar e estratégico da partida, criticando a validação do terceiro golo do Sporting por um "bloqueio ilegal sobre Arthur" - que deveria ter resultado na sexta falta leonina e consequente livre de 10 metros -, além de uma falta por assinalar sobre Carlos Monteiro (pontapeado por Diogo Santos) que daria nova grande penalidade a favor das águias com o marcador em 2-3.
"Foram vários erros claros, todos em momentos determinantes e todos em prejuízo do Benfica. O futsal português não pode continuar a aceitar arbitragens que adulteram resultados e decidem troféus", remata a estrutura da Luz.
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