Recorde as incidências da partida
Muralhas derrubadas à lei da bomba
Aos cinco minutos, o Benfica já tinha cometido quatro faltas. Os bicampeões entraram com os níveis de agressividade no nível máximo e neste período criaram (e desperdiçaram) as ocasiões de golo mais flagrantes. Ao minuto cinco, Kutchy cruzou, mas não surgiu ninguém dos encarnados na zona do segundo poste. Instantes depois, Bernardo Paçó deteve um remate forte de Kutchy. Na resposta, Rocha criou alguns calafrios, mas Léo Gugiel foi lesto a sair da baliza.
O ritmo intenso prosseguiu dentro da quadra e o guardião leonino voltou a ser decisivo, desta feita, aos oito minutos, ao defender um tiro do reforço Rúben Góis. A oito minutos do intervalo, André Coelho fez falta sobre Rufino e deixou a equipa de Cassiano Klein à pinha. Ainda assim, Kutchy continuou a espalhar veneno nas imediações da área sportinguista, mas o ala pecou na finalização (14'). Cirúrgico, o Sporting aproveitou um brinde do rival e abriu a contagem à lei da bomba aos 16'.

Kutchy, numa primeira instância, depois Cléber e Afonso Jesus, na sequência, perderam a bola em zona proibitiva, Rocha aproveitou a sucessão de ressaltos, assistiu Tomás Paço lançou um míssil por entre as pernas de Léo Gugiel e deixou os leões na liderança.
Um minuto depois, o fixo goleador dos de Alvalade voltou à carga e apenas os ferros impediram que assinasse o bis. Na melhor fase verde e branca, os da Luz empataram. Após uma pausa técnica pedida por Nuno Dias, Rúben Góis assistiu e Afonso Jesus atirou a contar e deixou tudo empatado aos 19'. A dupla de arbitragem ainda consultou o VAR, mas não considerou que tivesse havido falta de Rúben Góis sobre Wesley.
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Muita transpiração, pouca inspiração
No reatamento, aos 24', Arthur não teve nem arte, nem engenho para finalizar um passe açucarado de Afonso quando tinha a baliza escancarada. O Sporting ripostou, Rufino segurou a marcação contrária, passou a bola para Rúben Teixeira que fez o mais difícil e atirou ao lado. O jovem ala leonino voltou à carga e testou os reflexos de Gugiel. A dez minutos dos 40, Carlos Monteiro ainda festejou o 2-1, mas o lance foi anulado, após consulta do VAR, por mão na bola do camisola 17 benfiquista.
Mais acutilante, o Sporting rondou o segundo tento em duas ocasiões, mas nem Rocha (34'), nem Rufino (36') conseguiram finalizar a preceito. No último suspiro da segunda metade, Rufino surgiu na área do Benfica, mas falhou o alvo. Com tudo empatado, o dérbi teve direito a tempo extra.

Acerto leonino carimba Supertaça
No prolongamento, Kutchy travou Diogo Santos em falta e deixou o emblema encarnado sem margem de erro. Rúben Teixeira voltou a ameaçar e desperdiçou o 1-2 por milímetros, Arthur também quase marcou, mas Bernardo Paçó mostrou ter os reflexos apurados. Até que um erro crasso, a dois minutos do intervalo, voltou a deixar os homens de Nuno Dias mais próximos do triunfo.
André Correia arriscou, perdeu a bola, Wesley aproveitou e com um chapéu de aba larga assinou o tento verde e branco. O Benfica ainda recuperava do rude golpe quando Filipe Valério finalizou uma excelente ofensiva sportinguista e dilatou a vantagem (1-3).
Sem nada a perder, o Benfica apostou em Arthur como guarda-redes avançado e conseguiu encurtar distâncias aos 43'. Pany Varela tirou um coelho da cartola, quando fintou dois defensores contrários, rematou com força e deixou o dérbi novamente em aberto. A parte final do duelo foi de cortar a respiração, com o perigo a rondar as duas balizas, mas não houve mais alterações no placard e o troféu está a caminho do museu dos leões.
O Sporting, que na temporada passada tinha goleado o Benfica por (1-6), volta a entrar com o pé direito e quebra a hegemonia nacional das águias, que se sagraram bicampeões nacionais e são ainda os atuais detentores da Taça da Liga e da Taça de Portugal da modalidade.
