O ginasta luso, de 27 anos, explicou esta sexta-feira à Lusa que a lesão ocorreu no momento da receção de um salto durante a primeira qualificação, ao falhar a zona de receção no contacto com o solo.
"Tive um impacto bastante grande com o chão e acabei por partir o osso escafoide”, revelou o ginasta da Associação Académica de Espinho.
Vice-campeão europeu por equipas em 2024, Diogo Cabral soma também um sétimo lugar alcançado nos Jogos Mundiais de 2025, um terceiro lugar na Taça do Mundo e uma quarta posição, individual e por equipas, no Campeonato Mundial de Trampolim 2025, em Pamplona, Espanha.
Cabral adiantou que após a queda, procurou avaliar a gravidade da situação: “Olhei para todas as partes que me estavam a doer para perceber se estava tudo normal, fora do sítio. Depois senti a maior dor no punho e aí tive a noção de que alguma coisa não estava muito bem”.
Apesar das limitações físicas, o ginasta ponderou continuar em prova, acabando por realizar a segunda série e garantir a qualificação para as semifinais europeias.
“Antes de fazer a segunda série, verifiquei que não estava a conseguir agarrar muito bem e daí não a ir conseguir fazer como estava planeada”, explicou, acrescentando que optou por um exercício menos exigente, suficiente para garantir o apuramento para a semifinal.
Posteriormente, foi avaliado pela médica da prova e pela equipa de fisioterapeutas, "os quais disseram que podia haver fratura”.
Segundo o ginasta, a confirmação surgiu já no hospital, após "as dores se acentuarem e de o punho ter inchado muito".
“Acabei por ir ao hospital e o médico ortopedista diagnosticou uma fratura no escafoide, o que me acaba por retirar da semifinal e da competição”, lamentou o ginasta.
Diogo Cabral revelou que ainda equacionou competir nas semifinais no sábado, tanto individualmente como por equipas, mas acabou por optar pela prudência.
“O risco era muito grande e acho que a decisão mais certa é de não arriscar e agravar a lesão”, afirmou, mostrando confiança nos colegas para que a seleção lusa possa alcançar um bom resultado na competição: “Confio nos elementos da equipa e acredito neles para um bom resultado para Portugal”.
O ginasta sublinhou ainda que situações como esta fazem parte da modalidade, assegurando que "não é um desporto perigoso e os acidentes acontecem em todos os desportos e até mesmo quando se anda na rua”.
O atleta português aponta agora à recuperação, com a expetativa de "fazer um Mundial em bom nível e sonhar com algo mais”.
