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Depois das vitórias por 3-2 e 4-5 - a última num prolongamento muito disputado -, os barcelenses precisavam de repetir a proeza de serem a primeira equipa a impor uma derrota às águias nesta temporada para continuarem em prova. Por seu lado, a turma de Edu Castro já via no horizonte a linha da meta e deu um sprint logo no início do jogo, inaugurando o marcador aos 20 segundos, quando Roby di Benedetto levantou o esférico a meia altura para um desvio precioso de Zé Miranda.
A jogar a sobrevivência, o Óquei de Barcelos cresceu e começou a assediar a baliza de Conti Acevedo, que respondeu à altura e permitiu ao Benfica resistir ao assalto. As águias colocaram água na fervura em ataque organizado e contaram com um remate surpreendente do inevitável Zé Miranda, que mesmo com pouco ângulo, bateu Guillem Torrents e fez o 2-0, aos nove minutos. A toada manteve-se e, pouco depois de Miguel Rocha ter acertado nos ferros, o 3-0 surgiu em contra-ataque, com Gonçalo Pinto a fazer tudo bem e a oferecer o golo a Lucas Ordoñez.
Conti Acevedo continuou a ser instrumental ao longo da primeira etapa e permitiu aos benfiquistas chegar ao intervalo com uma vantagem confortável, apesar das muitas tentativas dos seus antigos companheiros. No regresso depois do descanso, o Benfica voltou à pista com vontade de resolver a questão mais cedo, mas os minhotos conseguiram equilibrar depois do duplo cartão azul mostrado a Zé Miranda e Miguel Rocha.
Houve ainda uma ténue esperança a seis minutos do fim, quando Tato Ferrucio acreditou ter conquistado uma grande penalidade, mas os árbitros apressaram-se a mostrar-lhe um cartão azul, o que permitiu aos encarnados gerirem o tempo em superioridade numérica. Perto do final do power play, Viti trabalhou bem, colocou a bola na área e Roberto di Benedetto apareceu para carimbar o triunfo.
A cerca de um minuto do fim, o Óquei de Barcelos conseguiu pelo menos despedir-se com um golo de honra, num remate do meio da rua de Miguel Rocha, desviado à boca da baliza por Kyllian Gil. O tento minhoto serviu apenas para mitigar o marcador, selando o 4-1 final que acabou por premiar o cinismo e a eficácia da equipa da Luz.
Com este resultado, os barcelenses encerram uma temporada agridoce, em que estiveram a grande a nível, mas só conquistaram a Continental Cup. A turma de Rui Neto, campeã europeia em 2025, perdeu a final da Taça de Portugal, chegou às meias-finais do campeonato nacional, da Liga dos Campeões e ficou em terceiro lugar do Mundial de Clubes.
Já o Benfica fecha a eliminatória com um esclarecedor 3-0 em jogos e garante o direito de discutir o título de campeão nacional. Pela frente, na finalíssima, os comandados de Edu Castro terão o rival Sporting, reeditando um dos maiores clássicos do desporto português. O primeiro jogo está marcado para dia 13 de junho.
