Hóquei em patins: FC Porto derrota Barcelona (3-1) e conquista a Liga dos Campeões pela quarta vez

O FC Porto derrotou o Barcelona (3-1) e conquistou a Liga dos Campeões em hóquei em patins pela quarta vez
O FC Porto derrotou o Barcelona (3-1) e conquistou a Liga dos Campeões em hóquei em patins pela quarta vez FC Porto

O FC Porto sagrou-se este domingo, pela quarta vez no seu historial, campeão europeu de hóquei em patins. Os dragões venceram o Barcelona por 3-1, numa partida que decorreu no Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, em Coimbra.

FC Porto 3 - 1 Barcelona

Uma entrada avassaladora deu o mote para uma primeira parte pintada em tons azuis e brancos. Os comandados de Paulo Freitas asfixiaram o Barça desde os segundos iniciais. Após Marc Grau ter derrubado Gonçalo Alves à entrada da área, e já em powerplay, na conversão de um livre direto, Sergi Fernández agigantou-se perante Carlo di Benedetto e travou a festa portista. 

Porém, dois minutos volvidos, Rafa num contragolpe bem desferido ludibriou o guardião contrário e abriu as hostilidades em Coimbra com uma stickada perfeita. A assistência foi de Gonçalo Alves.

O FC Porto não se contentou, continuou por cima do opositor, o experiente Sergi Fernández ainda adiou o segundo golo, travando um tiro de Hélder Nunes, mas não conseguiu fazer nada mais tarde. À lei da bomba do meio-campo Gonçalo Alves assinou um golaço e dilatou a vantagem da turma lusa. decorria o minuto oito. A avalanche da formação portuguesa prosseguiu, não obstante ter ficado em inferioridade numérica com o cartão azul de Telmo Pinto

No entanto, em dois lances seguidos, Edu Lamas, primeiro, e Carlo di Benedetto, na sequência, desperdiçaram o terceiro golo dos da Invicta. Ricardo Ares, antigo timoneiro dos dragões, pediu um desconto de tempo e os catalães melhoraram de produção, instalaram-se nas vezes nas proximidades da área contrária, mas ora os reflexos de Xavi Malián, ora a ineficácia na finalização, iam mantendo o resultado com a vantagem dos homens do Norte. Hélder Nunes ainda foi admoestado com a cartolina azul, mas organização do FC Porto imperou e foi assim que chegou o intervalo. 

No reatamento, foi assinalada uma grande penalidade cometida por di Benedetto que cortou a bola com o patim, e na conversão do castigo máximo Ignacio Alabart foi letal e deixou o partidazo ainda mais ao rubro.

Os blaugrana galvanizaram-se, subiram mais a fase de pressão e ameaçaram o empate. O FC Porto tremeu nesta fase, mas Marc Grau voltou a ver o cartão azul e os lusos aproveitaram o powerplay para organizarem as ideias. Ao minuto 34, Xavi Barroso travou Gonçalo Alves à margem das leis, foi excluído durante dois minutos, mas os culés resistiram ao maior pendor dos portugueses e mantiveram a desvantagem no marcador.

Ao contrário dos primeiros 25 minutos, os que se sucederam foram mais mastigados e cerebrais. O FC Porto atacava pela certa, ao passo que o Barcelona não encontrava o antídoto certo para ultrapassar a teia do opositor. Encostado às cordas, o Barça voltou a assustar (42'), desta feita, Ferran Font rematou com força, mas Xavi Malián, com a máscara, fez uma defesa superlativa. 

Contra a corrente catalã, Telmo Pinto vestiu a pele de herói, desenhou uma obra de arte aos 45' e deixou o título europeu mais perto, fazendo explodir de alegria os adeptos do FC Porto que lotaram o Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, em Coimbra. No último suspiro, quando restavam 15 segundos para o apito final, ainda houve um livre direto a punir a décima falta dos espanhóis, Hélder Nunes acabou por rematar ao lado, mas não impediu que este fosse o quarto título consecutivo vencido por equipas portuguesas na Liga dos Campeões.

Nas seis finais anteriores na prova entre ambos, o Barça tinha ganhado sempre. O desenlace foi diferente no embate na cidade dos estudantes. A chama portista volta a tomar conta do velho continente e o clube sagra-se pela quarta vez na sua história campeão europeu de hóquei em patins, igualando o rival Sporting. 

O último título tinha sido na época 2022/23, após um hiato de 33 anos, sob os comandos de Ricardo Ares. Já o Barça, emblema mais titulado na competição com 22 troféus, não ergue o caneco desde 2017/18.