Infantino ironiza: "Mundial com 64 equipas? Talvez a Itália se qualifique"

Gianni Infantino
Gianni Infantino REUTERS/Henry Romero

O número 1 da FIFA faz uma ironia sobre a ausência da seleção italiana no Mundial, admitindo que está nos planos uma nova expansão do número de participantes. Em Itália, a piada não foi bem recebida.

Após o jogo inaugural do Mundial, o presidente da FIFA Gianni Infantino falou à CazéTV sobre o futuro do torneio, referindo a possibilidade de aumentar ainda mais o número de participantes de 48 para 64 equipas, embora a alteração já tenha sido tema de discussão interna.

Infantino afirmou que é necessário analisar o desempenho do formato atual antes de decidir sobre uma eventual expansão.

"Antes de mais, temos de ver como se vai desenrolar este Mundial com 48 equipas. Já é um evento enorme. Discutimos um Mundial com 64 equipas, com uma participação global ainda maior. Já foi debatido no seio do conselho da FIFA, mas vamos aproveitar ao máximo esta edição com 48 equipas", analisou, antes de enviar uma farpa aaos transalpinos: "Talvez a Itália se qualifique com 64 equipas. Quem sabe, talvez com 208", disparou.

"Foi uma saída infeliz"

Uma saída infeliz: é esta a reflexão que se faz na Federação Italiana de Futebol (FIGC), após as palavras de Gianni Infantino.

"Foi uma saída infeliz, uma falta de elegância que feriu o sentimento de toda a comunidade desportiva italiana", é a consideração nos meios da Federação Italiana de Futebol, onde o presidente demissionário Gravina, mantém-se em funções apenas para os atos indispensáveis.

Na vitória e na derrota – concluem as fontes federativas – o futebol ensina valores "a começar pelo respeito".