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LaLiga: Cabrera tomba Villarreal e dá alento ao Espanhol na estreia de Sergio García (0-1)

Cabrera celebra em êxtase com Roberto o seu golo frente ao Villarreal
Cabrera celebra em êxtase com Roberto o seu golo frente ao VillarrealJOSÉ JORDÁN / AFP

A chicotada psicológica imperou no La Cerámica. Com Sergio García no comando interino, o Espanhol colocou fim a um longo jejum de vitórias que durava desde 12 de setembro ao vencer o Villarreal, de Renato Veiga, por 0-1, graças a um golo solitário de Leandro Cabrera à passagem da hora de jogo. Três pontos de ouro que dão ar puro aos catalães na luta pela manutenção e afundam ainda mais o Submarino Amarelo, debaixo de fortes assobios nas bancadas.

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Nunca se sabe o que esperar de uma equipa que acaba de despedir o treinador, que tem o novo técnico na bancada, mas ainda sem ter orientado qualquer treino, e o interino no banco. Mental e futebolisticamente, pode ser uma bomba. Por isso, o Villarreal entrou inquieto nos primeiros minutos, como quem aguardava para ver de que lado coxeava este Espanhol de Sergio García. E, enquanto esperava, por pouco não sofreu quando Roberto esteve perto de finalizar um cruzamento milimétrico de Edu Expósito.

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A equipa periquita tinha começado de forma ambiciosa, com e sem bola, com uma pressão alta que, ainda assim, não lhe permitiu cumprir o objetivo de marcar e que foi perdendo intensidade à medida que os minutos passavam. Foi isso que permitiu, cada vez mais, as incursões de Cardona, mais extremo-esquerdo do que lateral. E, embora a enésima lesão muscular de Gerard Moreno tenha desorganizado um pouco o esquema da equipa da casa, não demorou muito até que os jogadores do Villarreal, depois de uma boa tentativa do visitante e estreante Santiago, vissem finalmente Mikautadze testar as luvas de Fortuño.

O Espanhol, ainda assim, não fugiu à batalha. Não permitiu que o adversário o encurralasse e procurou o confronto físico, embora sem pólvora. Apenas um remate de Bryan Zaragoza, de perto, ao qual Gulácsi respondeu bem. A partir daí, no último quarto de hora antes do intervalo, todas as oportunidades pertenceram à equipa da casa. Moleiro, após um erro grave de Cabrera, desperdiçou uma situação de dois para um; Cardona acertou em cheio no peito de Fortuño, bem colocado; e Pépé tentou a sua sorte com dois remates de pé esquerdo que acabaram a roçar o poste sem encontrar a baliza.

De regresso ao relvado verde de La Cerámica, surgiu o primeiro susto para os amarelos, numa rápida jogada de Javi Hernández, que encontrou Roberto na área para rematar à vontade. A alegria durou alguns minutos, até a revisão do lance revelar um agarrão do marcador a Pau Navarro. O exagero deste na queda poderia ter-lhe causado problemas, mas conseguiu o objetivo de ver o golo anulado.

Esse lance pareceu provocar um efeito nos comandados de Iñigo Pérez, com Mikautadze a obrigar o guarda-redes do Espanhol a uma boa intervenção. Mas então surgiu o segundo susto, este decisivo. Um grande cruzamento de Bryan Zaragoza foi ainda melhorado por Cabrera, que tinha ficado na área e mostrou dotes de ponta de lança para, desta vez, colocar o 0-1 no marcador.

O Villarreal precisava de uma resposta rápida, clara e contundente. Mas as soluções não apareciam. A menos má foi um remate de Buchanan que não levou o efeito pretendido. Foram minutos de impotência dos jogadores do Villarreal, sem grandes ideias. E isto apesar de Ayoze já estar em campo. O recurso aos cruzamentos serviu para encostar os catalães à sua área, mas o engrenagem defensiva funcionou na perfeição. Por mais que tentassem, insistissem e procurassem a sua oportunidade, não encontraram o golo. Nem quando Gulácsi subiu para cabecear o último canto do encontro.

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