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LaLiga: Os leões rugem com força para pôr fim à série da Real Sociedad (2-1)

Iñaki Williams celebra o seu golo frente à Real Sociedad
Iñaki Williams celebra o seu golo frente à Real SociedadJuan Manuel Serrano Arce / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images via AFP

Quase dois anos depois, o Athletic voltou a vencer (2-1) um dérbi frente à Real Sociedad de Gonçalo Guedes. Sem contar com o amigável disputado no início do mês, tinham sido disputados três duelos diretos na Liga e outros dois na Taça, e a Real Sociedad continuava invicta. Mas, com os golos de Iñaki Williams e de Berenguer, este último na sequência de um penálti contestado, os bascos superaram o golo de Sucic, que tinha restabelecido temporariamente a igualdade antes da grande penalidade. Na segunda parte, o marcador não sofreu alterações, apesar dos esforços titânicos da Real Sociedad.

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Por vezes, um dérbi pode ser muito traiçoeiro, sobretudo para a equipa da casa. A atmosfera pode transformar o entusiasmo em excesso de euforia e jogar contra o anfitrião. Mas nada disso aconteceu ao Athletic. Os comandados de Terzic entraram em força, elétricos, anulando por completo a ideia do adversário e lançando-se em busca do golo sem qualquer tipo de especulação. E, apesar de terem encontrado alguns obstáculos, como a lesão de Maroan, que levou o avançado às lágrimas quando teve de sair, receberam a recompensa antes do quarto de hora. 

Notas dos jogadores
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Berenguer podia ter inaugurado o marcador logo aos dois minutos. Mas foi preciso esperar um pouco mais para que Nico Williams encontrasse o irmão. Iñaki, libertando-se da vigilância dos centrais, bateu Remiro com subtileza e levou o êxtase a San Mamés. 

Da Real Sociedad continuavam sem chegar notícias. E ainda menos poderiam ter chegado se Robert Navarro tivesse acertado num remate sem oposição instantes depois. Ou se um cruzamento de Iñaki Williams, após uma excelente jogada de Peio Canales a romper linhas, tivesse encontrado quem o finalizasse. 

Era um monólogo do Athletic, com e sem bola. No entanto, numa jogada isolada, uma das poucas em que conseguiram aproximar-se da área de Unai Simón, Sucic soltou, antes da meia hora, um tiro fortíssimo que entrou junto ao poste e fez o 1-1. É ver para crer. 

Dinâmicas do jogo
Dinâmicas do jogoFlashscore

Foi um balde de água fria, pela surpresa e pela injustiça do empate. E, se não fosse Unai Simón, que fez duas enormes defesas a remates de Barrene e Oyarzabal, o guião teria mudado definitivamente. Depois do golo, a Real Sociedad era outra e quis aproveitar o momento. O que os comandados de Matarazzo não esperavam era o penálti cometido por Aramburu sobre Nico Williams. Berenguer assumiu a responsabilidade e devolveu a vantagem aos bilbaínos à beira do intervalo. 

O ritmo frenético baixou após o recomeço. O que não parou foram as chegadas às duas áreas. Iñaki Williams estava inspirado e Sucic queria outro tiro de longe. A Real Sociedad tomou conta da bola, por opção do adversário, que preferia esperar e lançar contra-ataques. Uma tática perigosa perante o potencial ofensivo da equipa basca, sobretudo com rematadores de meia distância como o já citado Sucic ou Carlos Soler. Ao último, Unai Simón negou o golo. 

O treinador lançou então Kubo e Turrientes, tal como já tinha feito com Oskarsson, para aumentar o assédio em busca do empate. Mas os minutos passavam e o Athletic continuava a vencer. E assim prosseguiu, sob um assédio constante, até com uma subida desesperada de Remiro, no momento do apito final. Foi então que os leões puderam finalmente rugir, depois de cinco dérbis oficiais sem festejarem uma vitória. 

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