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Espanha:LaLiga - Ronda 11|Elche – ValenciaÉ curioso isto dos estilos. Os ilicitanos, desde a era de Sarabia e agora com o ex-FC Porto Anselmi, apostaram na posse de bola como o caminho mais proveitoso para ganhar jogos. O Valencia, sobretudo com a chegada de Javier Aguirre, abdicou da bola, fugindo à construção e apostando nas transições.

Neste duelo de ideias opostas, a primeira parte terminou sem golos. O Elche teve mais posse, obcecado por controlá-la, mas isso não foi suficiente para derrubar a muralha valencianista. Não chegou muitas vezes à baliza de Dimitrievski, mas pelo menos rematou à baliza. Cepeda foi quem esteve mais perto de inaugurar o marcador, embora a trave se tenha atravessado no caminho do seu remate. Revivo também podia tê-lo conseguido, ao testar de longe os punhos de Dimitrievski. E Fer Niño, cujo pontapé de bicicleta teria feito tremer os alicerces do Martínez Valero.
Do Valencia, no ataque, nada. Bem, poderíamos mencionar um remate inicial de Arnau que passou perto do poste. Ou uma grande arrancada de Javi Guerra que Maffeo desperdiçou, enviando a bola para a bancada superior. Assim, entre uns e outros, 0-0 ao intervalo.
Na segunda parte, os valencianistas mudaram. Nos primeiros cinco minutos chegaram mais vezes do que nos primeiros 45. Ainda assim, voltou a ser o Elche a ficar mais perto de marcar, com outra tentativa de Cepeda repelida por Dimitrievski. O Valencia precisava de algo mais se queria que o seu novo plano fosse produtivo. Foi então que Aguirre se lembrou de Umar Sadiq. O nigeriano estava há dois meses sem jogar, depois do seu enésimo problema físico, e entrou para beijar o santo. Tárrega já tinha avisado, mas foi Sadiq quem assinou o 0-1, depois de Javi Guerra ter iniciado o ataque e Danjuma lhe ter dado continuidade.
A alegria podia ter durado muito pouco para os visitantes se Buonanotte tivesse afinado um pouco mais a pontaria num livre direto em que a barreira deixou Dimitrievski desamparado. Foi também desamparado que o VAR deixou o árbitro, ao não rever uma cotovelada de Redondo que quase arrancou a garganta a Raba. Incompreensível. Além disso, o agredido, por ter de receber assistência, teve de ficar fora durante um minuto.
Depois disso, Aguirre mandou os seus defenderem com tudo para proteger esse resultado valioso, que acabou por dar a vitória ao Valencia e demonstrou que, por vezes, também é possível ganhar sem bola.


